O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta “superquarta” (17) em queda de 0,70%, aos 168.453,93 pontos, pressionado pela comunicação mais dura do Federal Reserve (Fed) e pela migração de recursos para os títulos do Tesouro americano, os chamados Treasuries.
A manutenção dos juros nos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75% ao ano já era esperada. A surpresa, no entanto, veio da postura rígida do novo presidente do banco central norte-americano, Kevin Warsh, que reformulou o comunicado e eliminou orientações futuras sobre os próximos passos.
Após a coletiva de imprensa, a plataforma de monitoramento FedWatch, do CME Group, passou a apontar para uma possível alta de juros já em outubro, antecipando a previsão anterior, que indicava dezembro.
Com isso, investidores reduziram a exposição a ativos considerados mais arriscados e aumentaram a alocação em ativos de menor risco, como os Treasuries.
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No Brasil, investidores também aguardaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC). A expectativa era de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic — confirmada após o fechamento do mercado.
Destaques do Ibovespa
A principal pressão negativa veio da Vale, que recuou 2,04%, acompanhando a queda de 2,61% do minério de ferro. Já as ações da Petrobras (ON -0,58% e PN +0,08%) encerraram a sessão sem direção única, mesmo com a recuperação dos preços do petróleo, que avançaram perto de 1%.
O setor bancário também apresentou comportamento misto. As ações do Itaú (PN) avançaram 0,87%, enquanto os papéis do Banco do Brasil registraram alta de 0,05%. Por outro lado, as ações do Bradesco (PN) recuaram 0,62%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Cosan (+6,12%), Embraer (+3,24%) e BB Seguridade (+2,91%). Já entre as quedas, ficaram Natura (-8,74%), Magazine Luiza (-6,48%) e Usiminas (-5,63%).
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