O dólar fechou esta quinta-feira (18) em alta de 1,32% frente ao real, a R$ 5,17, impulsionado pelo fortalecimento da moeda americana após o Federal Reserve (Fed) manter os juros e adotar um discurso considerado mais duro pelo mercado.
Em fala ao Broadcast, o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, disse que a postura do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou a percepção de independência da autoridade monetária.
“Warsh mostrou independência, apesar de ter sido indicado por Trump. O Fed se mostrou mais conservador do que a maioria do mercado esperava, com a maioria dos dirigentes passando a prever alta de juros neste ano”, afirmou.
O movimento foi refletido no índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes. O indicador avançou mais de 0,70% no fim da tarde, alcançando 100,8 pontos, o maior nível desde maio de 2025. Na semana, o Dollar Index acumula alta próxima de 1%.
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Outro fator que contribuiu para a valorização foi a queda do petróleo. A redução das tensões geopolíticas após a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã ajudou a aliviar preocupações sobre a oferta global.
Comunicado do Copom pressiona o real
No Brasil, investidores reagiram negativamente ao comunicado divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) após a decisão de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,25% ao ano.
Apesar de o corte já ser esperado pelo mercado, o Banco Central (BC) chamou atenção ao ampliar o horizonte relevante para avaliar o cumprimento da meta de inflação. Até então, o foco estava no quarto trimestre de 2027. Agora, o primeiro trimestre de 2028 passa a ser considerado nas projeções.
A mudança ocorreu mesmo após a elevação das estimativas de inflação para 2027, que passaram de 3,5% para 3,7%. Na prática, o mercado interpretou a decisão como um sinal de maior flexibilidade do BC para continuar reduzindo os juros, mesmo diante de expectativas inflacionárias mais elevadas.











