O dólar fechou esta sexta-feira (19) em queda de 0,2% frente ao real, a R$ 5,16. A sessão foi marcada por baixa liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos, que manteve fechadas as bolsas de Nova York e o mercado de títulos do Tesouro americano, os Treasuries.
Sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes no Brasil, investidores aproveitaram o volume reduzido de negócios para realizar ajustes de posições no mercado de câmbio. Na semana, a moeda americana acumulou valorização de 2,04%.
Em fala ao Broadcast, Eduardo Aun, gestor de fundos multimercados da AZ Quest, disse que a postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) continua sustentando o fortalecimento do dólar. Sua avaliação é que a economia dos EUA segue resiliente, apoiada por estímulos fiscais e investimentos em inteligência artificial (IA).
Para Goldman Sachs, a mudança de postura do Fed tem impacto maior sobre o comportamento global do dólar do que a redução das tensões no Oriente Médio. Segundo o banco, o mercado já incorporava parcialmente a expectativa de estabilização do conflito na região.
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DXY atinge maior nível em mais de um ano
Referência do desempenho do dólar frente a uma cesta composta por seis moedas fortes, o índice DXY avançava 0,11% no fim da tarde, aos 100,734 pontos. Mais cedo, o indicador chegou a 101,127 pontos, maior patamar em mais de um ano.
O Dollar Index acumula alta de 1,93% na semana, avanço de 1,81% em junho e valorização de 2,49% em 2026.
Cenário político aumenta pressão sobre o real
No mercado doméstico, analistas observam aumento das preocupações com o cenário político e fiscal à medida que se aproximam as eleições de outubro. De acordo com o Goldman Sachs, esse ambiente pode deteriorar a relação entre o chamado “carry” e a volatilidade do real.
A instituição também destacou que a sinalização mais branda do Copom, conhecida no mercado como dovish, reduz o suporte da política monetária à moeda brasileira em um período de maior volatilidade.











