O dólar fechou esta segunda-feira (6) em queda de 0,71%, a R$ 5,13. Sem indicadores econômicos de peso no Brasil, o desempenho do real foi atribuído à redução dos prêmios de risco dos ativos brasileiros, ao alívio na renda fixa e à valorização de commodities agrícolas.
Nos quatro primeiros pregões de julho, o dólar acumula queda de 0,60% frente ao real — uma alta e três quedas seguidas. Em 2026, a moeda americana registra desvalorização de 6,50% em relação à divisa brasileira.
Segundo dados, o real apresenta o segundo melhor desempenho entre as moedas mais negociadas do mundo neste ano, atrás apenas do peso colombiano.
Dólar perde força também no exterior
Durante boa parte da sessão, o dólar caiu frente ao real, mesmo com desempenho misto da moeda americana no mercado internacional. No fim do pregão, a perda de força do dólar também no exterior ampliou os ganhos da moeda brasileira.
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O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, chegou a atingir 101,145 pontos pela manhã, mas encerrou o dia próximo de 100,870 pontos, perto da estabilidade.
Em julho, o indicador acumula queda de cerca de 0,30%, reduzindo o avanço registrado em 2026 para pouco mais de 2,60%.
Mercado espera ata do Fed
As atenções dos investidores estão voltadas para a divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira (8). Na reunião de junho, o Fed manteve uma comunicação considerada rígida, indicando que parte dos dirigentes ainda vê espaço para novas altas de juros neste ano.
Para o chefe de estratégia de mercados do ING, Chris Turner, a ata deverá reforçar esse posicionamento. “A mensagem principal deve ser agressiva, com o Fed comprometido em restaurar a estabilidade de preços, após cinco anos consecutivos de inflação acima da meta”, afirmou.











