O dólar fechou esta terça-feira (7) em alta de 0,41%, a R$ 5,15, e encerrou uma sequência de três sessões seguidas de queda. A valorização ocorreu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
O movimento de alta ganhou força depois que os EUA revogaram a licença para venda de petróleo iraniano. A medida foi adotada em resposta aos ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz. O contrato do petróleo Brent fechou com alta de 3,01%, a US$ 74,16 por barril, após chegar a subir mais de 5% durante o pregão.
A valorização do petróleo também elevou os rendimentos dos Treasuries, os títulos públicos do governo americano. Isso ocorre porque preços mais altos da energia podem pressionar a inflação, aumentando as apostas de que o Federal Reserve (Fed) mantenha ou eleve os juros.
Apesar da recuperação no dia, a moeda americana ainda acumula queda de 0,20% nos primeiros pregões de julho. Em 2026, o dólar registra desvalorização de 6,12% frente ao real.
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Dólar avança no exterior
O fortalecimento do dólar foi observado também no mercado internacional. O Dollar Index (DXY), índice que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia cerca de 0,20% no fim da tarde, aos 101,050 pontos, após atingir máxima de 101,126 pontos.
Mesmo assim, o indicador ainda acumula leve queda em julho, depois de avançar mais de 2% em junho, quando alcançou o maior nível em mais de um ano.
Mercado acompanha próximos passos do Fed
Os investidores aguardam a divulgação da ata da reunião de junho do Fed. Mais cedo, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, afirmou estar menos preocupado com a inflação de curto prazo devido à queda recente dos preços da energia.
No entanto, uma pesquisa do próprio Fed de Nova York mostrou que as expectativas de inflação dos consumidores americanos para os próximos 12 meses subiram de 3,5% em maio para 3,7% em junho, maior nível desde setembro de 2023.











