O crescimento do mercado de apostas esportivas, conhecidas popularmente como bets, deve causar um custo de, pelo menos, R$ 30,6 bilhões para o sistema de saúde e para a sociedade brasileira, de acordo com estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), realizado em parceria com a Frente Parlamentar da Saúde Mental (FPSM) e a Umane.
Quase 80% dos impactos econômicos são relacionados à saúde, considerando fatores como despesas com tratamento de transtornos mentais, perdas de produtividade, redução da qualidade de vida e custos associados a mortes por suicídio.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou, em média, 12 atendimentos virtuais por dia para pessoas com problemas relacionados à dependência em apostas nos primeiros meses de funcionamento da plataforma de teleatendimento.
Bets merecem mais seriedade, diz AHOSP
A dependência em jogos de azar, conhecida como ludopatia, é um transtorno caracterizado pela dificuldade de controlar o comportamento relacionado às apostas, mesmo diante de prejuízos financeiros, sociais ou emocionais.
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Para Anis Mitri, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP), é preciso tratar esse tema com a mesma seriedade dedicada a outras dependências comportamentais.
Em sua avaliação, disse que o movimento não se restringe aos serviços especializados em saúde mental. “Os hospitais também atendem pacientes com crises de ansiedade, depressão e outras complicações associadas à dependência em apostas”, completou.
A AHOSP também defende a ampliação de campanhas permanentes de conscientização voltadas principalmente para jovens e adultos — considerados mais expostos às plataformas de apostas online — para reduzir os impactos sociais e assistenciais.










