Poucos meses após a sanção da Lei nº 15.357/2026, que permitiu a instalação de farmácias dentro de supermercados no Brasil, o Assaí Atacadista (ASAI3) inaugurou sua primeira farmácia, apostando em um novo segmento de negócios.
Inaugurada nesta quinta-feira (16), na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), a unidade será a pioneira de um total de 25 farmácias que devem ser abertas ainda em 2026, com potencial de expansão para cerca de 250 unidades nos próximos anos.
Na visão do BTG Pactual, o projeto pode tornar-se um dos principais pilares do próximo ciclo de crescimento do Assaí, impulsionado pela localização estratégica das lojas e pelo alto fluxo de consumidores — cerca de 40 milhões de visitas mensais.
O movimento também pode compensar a desaceleração da expansão física das lojas. Após a aquisição e conversão das unidades do Extra, a companhia passou a priorizar a redução do endividamento em um ambiente de juros elevados, reduzindo o ritmo de inaugurações para cinco lojas neste ano, abaixo da média histórica de cerca de 15 unidades anuais.
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Outro ponto destacado pelo banco foi que a companhia já se prepara para possíveis mudanças nos hábitos de consumo relacionadas aos medicamentos da classe GLP-1, que envolvem as chamadas “canetas emagrecedoras”, utilizadas no tratamento de diabetes e obesidade.
De acordo com o relatório, a expectativa do Assaí é que a popularização desses produtos ao longo da próxima década aumente a demanda por proteínas, suplementos e itens ligados à saúde, ao mesmo tempo em que reduza o consumo de carboidratos e bebidas alcoólicas.
Apesar da avaliação positiva sobre a estratégia, os analistas ressaltam que as iniciativas devem ser encaradas como projetos de médio e longo prazo. A recomendação para as ações é de compra, com preço-alvo de R$ 11.
Entidades apoiam movimento do Assaí
Para a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) e a Associação Brasileira dos Atacarejos (Abaas), o novo modelo amplia o acesso da população à saúde sem abrir mão da segurança sanitária.
As entidades argumentam que a medida pode beneficiar especialmente idosos, pessoas com mobilidade reduzida e moradores de regiões com menor oferta de farmácias, além de estimular investimentos, geração de empregos e concorrência no setor.










