As ambulâncias de Edhi começaram com uma caminhonete Hillman usada, comprada e adaptada para transportar pessoas que não conseguiam pagar pelo atendimento. A iniciativa de Abdul Sattar Edhi cresceu durante décadas até formar uma rede com mais de 1.800 veículos no Paquistão.
Por que Edhi começou com uma caminhonete usada?
Na década de 1950, grande parte da população pobre de Karachi tinha dificuldade para chegar a hospitais ou clínicas. Uma emergência podia depender de táxis, ajuda de vizinhos ou veículos improvisados. Edhi já mantinha um pequeno dispensário e recebia pessoas sem condições de pagar.
Com recursos limitados, ele comprou uma antiga caminhonete Hillman e adaptou o veículo para transportar pacientes. A unidade recebeu o nome de Ambulância do Paciente Pobre. O modelo era simples, mas preenchia uma falta concreta no atendimento da cidade.

Como um veículo se transformou numa rede?
Edhi dirigia a primeira ambulância e atendia chamados a qualquer hora. As doações recebidas eram usadas para combustível, manutenção e ampliação dos serviços. Conforme mais pessoas recorriam ao veículo, ficou evidente que uma única unidade não conseguiria cobrir a demanda de Karachi.
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Novas ambulâncias foram adquiridas e bases de atendimento surgiram em outros pontos. A organização também formou motoristas e equipes capazes de manter os veículos em operação. O crescimento ocorreu aos poucos, acompanhando as contribuições feitas por moradores e comerciantes.
A expansão preservou características que já existiam no primeiro veículo:
Que outros serviços nasceram ao redor das ambulâncias?
Os chamados colocavam a equipe em contato com pessoas que precisavam de muito mais que transporte. Crianças abandonadas, idosos sem família, pessoas sem moradia e pacientes sem recursos chegavam aos centros mantidos por Edhi. A estrutura foi ampliada para atender parte dessas situações.
A fundação passou a operar abrigos, clínicas, centros de acolhimento e outros serviços sociais. As ambulâncias continuaram sendo a parte mais visível, pois circulavam pelas cidades e levavam pessoas aos hospitais, mas funcionavam dentro de uma rede humanitária maior.
O atendimento foi ampliado para diferentes necessidades encontradas nas ruas:
- Transporte de pacientes para hospitais e centros de saúde.
- Atendimento de ocorrências em estradas e áreas urbanas.
- Encaminhamento de pessoas vulneráveis para locais de acolhimento.
- Apoio logístico durante enchentes e outros desastres.

Essa ligação entre transporte e acolhimento permitiu que uma chamada tivesse continuidade depois da chegada ao destino. Quando alguém não possuía família ou endereço seguro, outros braços da organização podiam assumir o atendimento.
Qual foi o tamanho alcançado pela frota?
A Edhi Foundation informa que o serviço cresceu para cerca de 1.800 veículos. A frota inclui unidades distribuídas por diferentes regiões do Paquistão e conectadas a centros usados para receber pedidos de emergência.
A diferença entre o começo e a estrutura posterior fica clara quando os marcos são colocados lado a lado:
| Fase | Estrutura | Alcance |
|---|---|---|
| Início Karachi | Caminhonete Hillman adaptada | Atendimento local |
| Expansão Novas bases | Ambulâncias e centros regionais | Várias cidades |
| Rede nacional Estrutura consolidada | Mais de 1.800 veículos | Paquistão |
Por que o primeiro veículo ainda representa a organização?
Abdul Sattar Edhi manteve uma vida simples mesmo depois que sua fundação alcançou grande porte. Ele continuou ligado às atividades diárias e defendeu um atendimento oferecido sem perguntar religião, origem ou condição financeira. Essa postura ajudou a conquistar doações dentro do próprio Paquistão.
A caminhonete usada resume a lógica aplicada desde o começo: colocar um recurso disponível para circular onde a necessidade aparecia. Décadas depois, a frota já reunia milhares de profissionais e veículos, mas a tarefa básica continuava sendo buscar alguém e levá-lo ao atendimento.











