O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (5) em leve baixa de 0,09%, aos 177.726,17 pontos. Após subir mais de 1% pela manhã, o índice acompanhou a piora do humor nos mercados, enquanto investidores reduziram posições antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic.
A expectativa do mercado era de um corte de 0,25 ponto percentual — confirmada após o fechamento. Mais do que a decisão, porém, os investidores concentraram atenções no comunicado do Banco Central (BC).
Além disso, o mercado acompanhou o cenário político doméstico após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que mostrou melhora nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A definição do deputado Alfredo Gaspar como candidato a vice também ficou no radar dos investidores, mas teve impacto limitado sobre os ativos.
Fora do Brasil, o petróleo voltou a recuar e permaneceu abaixo de US$ 80 por barril, refletindo a expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz, fator que pressionou as ações da Petrobras.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON -2,08% e PN -1,34%) acompanharam o petróleo. Na contramão, a Vale avançou 0,46%, acompanhando a alta do minério de ferro.
No setor financeiro, o destaque ficou para o Bradesco, que caiu 0,77%, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre, prevista para após o fechamento do mercado. Os demais bancos encerraram em alta: Santander subiu 1,31%, Itaú avançou 0,67% e Banco do Brasil ganhou 0,29%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram RD Saúde (+5,87%), Embraer (+2,76%) e Brava (+2,64%). Já entre as quedas, estiveram Hapvida (-5,69%), C&A (-3,91%) e CSN (-3,46%).
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