O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (26) praticamente estável (+0,01%), aos 174.586,27 pontos, influenciado pela divulgação da inflação dos Estados Unidos (PCE), que veio acima das expectativas do mercado.
Uma inflação mais persistente pode levar o Federal Reserve (Fed) a manter os juros elevados por mais tempo. Esse cenário tende a reduzir a liquidez e pode afetar o fluxo de recursos estrangeiros para mercados emergentes, como o Brasil.
Segundo a ferramenta CME FedWatch, cerca de 64% dos investidores projetavam a manutenção dos juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% em setembro. Os outros 36% esperavam uma alta da taxa.
Em fala ao Broadcast, Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Fami Capital, disse que a incerteza trazida pelo PCE afetou as bolsas norte-americanas e levou o mercado brasileiro a acompanhar o movimento, em razão da dependência da Bolsa local do fluxo estrangeiro.
No Brasil, a prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, de agosto veio abaixo das expectativas, mas não foi suficiente para sustentar os ganhos ao longo do dia.
Destaques do Ibovespa
A Vale caiu 0,32%, apesar da alta do minério de ferro na China. As ações da Petrobras (ON -0,11% e PN +0,24%) não definiram uma tendência única, mesmo diante da queda do petróleo no mercado internacional.
No setor financeiro, Itaú terminou perto da estabilidade (+0,03%). Bradesco avançou 1,25%, enquanto Banco do Brasil caiu 0,26%. BTG Pactual recuou 0,24%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram CSN e Magazine Luiza (+3,74%), Vivara (+2,85%) e Cogna (+2,76%). Já entre as quedas, estiveram Assaí (-6,58%), Brava (-2,64%) e Cyrela (-2,59%).
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