Na Devils Tower, no estado americano de Wyoming, uma parede de 265 metros parece ter sido talhada em milhares de pilares gigantes. O efeito surgiu quando uma massa de rocha ígnea esfriou, contraiu e se fraturou em colunas poligonais, enquanto a erosão removeu lentamente as rochas mais macias ao redor.
O que é essa torre de 265 metros que aparece isolada na paisagem?
A Devils Tower é uma enorme massa de rocha ígnea exposta no nordeste de Wyoming. Ela se eleva abruptamente sobre o terreno e possui um topo relativamente plano cercado por paredes quase verticais.
Sua aparência incomum vem principalmente das fraturas longas e paralelas que percorrem as paredes. Vistas à distância, elas lembram pilares construídos lado a lado, embora nenhuma ferramenta tenha sido necessária para criar esse padrão geométrico.

Como uma massa sólida de rocha consegue se dividir em pilares?
O National Park Service explica que o corpo ígneo se contraiu durante o resfriamento. Como o material não podia encolher uniformemente sem se romper, surgiram fraturas que dividiram a rocha em grandes colunas.
Esse processo recebe o nome de disjunção colunar. Algo semelhante pode ocorrer quando lama seca racha em polígonos, mas aqui aconteceu dentro de uma massa de rocha muito maior, produzindo estruturas que atravessam boa parte da face da torre.
Por que muitas dessas colunas têm formato semelhante a um hexágono?
As rachaduras procuram distribuir a tensão do resfriamento pela massa rochosa. O resultado são polígonos com diferentes números de lados, embora formas próximas de cinco ou seis lados apareçam com frequência na Devils Tower.
As principais características são:
- Colunas poligonais: formadas pela contração da rocha durante o resfriamento.
- Paredes quase verticais: deixam as juntas claramente expostas.
- Grandes dimensões: algumas colunas ultrapassam 2 metros de largura.
- Fraturas contínuas: percorrem grandes trechos da formação rochosa.

Se a rocha se formou no subsolo, por que hoje está completamente exposta?
A torre não nasceu com a paisagem atual ao redor. O U.S. Geological Survey descreve a formação como uma intrusão ígnea cercada originalmente por camadas sedimentares mais fáceis de desgastar.
Ao longo de milhões de anos, água, mudanças de temperatura e outros processos removeram progressivamente esse material. A rocha ígnea mais resistente permaneceu, fazendo a estrutura parecer crescer em relação ao terreno quando, na realidade, era a paisagem ao redor que estava sendo rebaixada.
As colunas continuam mudando mesmo depois de a torre estar formada?
Embora o processo de resfriamento que criou os pilares tenha terminado há milhões de anos, a erosão continua ativa. Fragmentos podem se desprender pelas próprias juntas naturais, acumulando grandes blocos de rocha ao redor da base.
Por isso, a aparência atual resulta de dois processos separados. Primeiro, o resfriamento abriu as fraturas geométricas. Depois, a remoção das camadas externas expôs essas fraturas e continuou destacando blocos, deixando visível uma estrutura que antes permanecia escondida sob outras rochas.











