O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (28) em alta de 0,30%, aos 175.664,62 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras após o Bradesco BBI elevar a recomendação de compra.
A valorização ocorreu mesmo diante da pressão vinda do exterior após o discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), no Simpósio de Jackson Hole. Ele reforçou a preocupação com a inflação nos Estados Unidos e indicou que os dados recentes ainda não mostram uma melhora relevante nos preços.
As declarações alteraram as apostas para a reunião de setembro. Segundo o CME Group, 57,5% dos investidores passaram a projetar uma alta dos juros.
No Brasil, os investidores também repercutiram os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostraram menor criação de empregos formais. O resultado reforçou as apostas em novos cortes da taxa Selic.
Além do cenário de juros, o mercado segue atento às eleições, à condução das contas públicas no próximo ano e aos conflitos no Oriente Médio, com o Estreito de Ormuz entre os pontos de atenção.
Com o resultado, a Bolsa acumulou alta de 2,71% na semana. Em agosto, porém, o índice ainda acumula queda de 1,31%.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras avançaram 1,99% (ON e PN), mesmo com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Na outra ponta, Vale recuou 0,67%, apesar da alta do minério de ferro na China.
Para o setor financeiro, a sessão foi majoritariamente positiva. Itaú subiu 0,23%, enquanto Bradesco avançou 0,89%. Banco do Brasil ganhou 1% e Santander teve alta de 1,83%. O BTG Pactual foi a exceção, com queda de 0,30%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram Petrobras (+1,99%), B3 (+1,97%) e Santander (+1,83%). Já entre as quedas, estiveram MRV (-5,12%), Magazine Luiza (-4,55%) e Cyrela (-3,28%).
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