O dólar fechou esta quinta-feira (3) em queda de 0,08%, a R$ 5,10. Foi a quarta sessão consecutiva de perda. O mercado reduziu as apostas em uma alta de juros nos Estados Unidos em setembro.
Na véspera da divulgação do payroll, o diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, afirmou que pode apoiar a manutenção dos juros caso os dados de inflação de agosto confirmem sinais recentes de desaceleração.
Segundo o Goldman Sachs, o banco central norte-americano deve permanecer em modo de espera, embora uma alta de juros continue possível caso os índices de inflação ao consumidor e ao produtor superem as expectativas.
Na semana, o dólar acumula baixa de 1,77% e, nos três primeiros pregões de setembro, recua 1,46%. Em agosto, porém, a moeda havia acumulado alta de 2,16%.
Cenário eleitoral influencia o câmbio brasileiro
Operadores avaliam que o câmbio passa por um período de acomodação após a queda do dólar de aproximadamente R$ 5,19 para R$ 5,10 desde 28 de agosto.
A movimentação ocorre em meio à mudança das expectativas sobre a disputa eleitoral de 2026. O mercado acompanha a divulgação da pesquisa Datafolha, prevista para esta quinta-feira à noite, que pode confirmar um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, conforme apontado por levantamentos recentes, incluindo pesquisa Futura divulgada nesta tarde.
O real apresentou desempenho mais moderado em comparação com os últimos dias. Ainda assim, a moeda brasileira registra o segundo melhor desempenho entre as divisas de mercados emergentes no início de setembro, atrás apenas do peso colombiano.
Dólar cede no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana contra uma cesta de seis divisas fortes, chegou a romper o piso de 99 pontos e estava próximo de 98,960 pontos por volta das 17h, após atingir 98,831 pontos na mínima.











