O dólar fechou esta sexta-feira (4) em alta de 0,52%, a R$ 5,13. O movimento ocorreu após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que reforçaram as expectativas sobre a trajetória dos juros do Federal Reserve (Fed).
O principal indicador da semana, o payroll, mostrou que os EUA criaram 162 mil empregos em agosto. O número ficou acima do teto das estimativas da Broadcast, de 125 mil vagas. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%, enquanto o salário médio por hora avançou 0,3% em agosto, em linha com as projeções.
Após a divulgação dos números, operadores passaram a considerar que os dados podem dificultar uma redução dos juros pelo Fed em setembro.
No mercado brasileiro, operadores também apontaram um movimento de ajuste de posições após quatro sessões consecutivas de queda do dólar. Nesse período, a moeda acumulou desvalorização de 1,77% ante o real.
Pesquisa eleitoral mantém disputa em segundo turno
A pesquisa Datafolha, divulgada na noite de quinta-feira (3), apontou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 44%.
O cenário eleitoral passou a influenciar as negociações no mercado de câmbio, com investidores ajustando posições conforme as pesquisas alteram as expectativas sobre a disputa presidencial.
Dólar sobe no exterior
No exterior, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,24% por volta das 17h, aos 99,150 pontos. Durante a sessão, o indicador chegou a 99,392 pontos.
Apesar da alta, o DXY acumulou queda de aproximadamente 0,50% na semana. O resultado foi influenciado principalmente pela valorização superior a 2% do iene, em meio às expectativas de aperto monetário no Japão e a rumores de possível intervenção cambial.











