A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O resultado corresponde à diferença entre US$ 33,1 bilhões em exportações e US$ 25,7 bilhões em importações. O saldo ficou acima da mediana de US$ 6,75 bilhões projetada por economistas consultados pela pesquisa Projeções Broadcast.
Em um ano, as exportações aumentaram 12,2% em agosto. A agropecuária exportou US$ 7,4 bilhões, alta de 11,4% na comparação anual. A indústria extrativa registrou vendas de US$ 8,3 bilhões, crescimento de 16,4%. Já a indústria de transformação exportou US$ 17,2 bilhões, avanço de 10,2%.
As importações, por sua vez, cresceram 9,2% no período. Na agropecuária, as compras externas somaram US$ 470 milhões, alta de 7,4%. Na indústria extrativa, houve queda de 41,3%, para US$ 1 bilhão. Já as importações da indústria de transformação cresceram 13,4%, para US$ 24,1 bilhões.
Brasil acumula superávit no ano
Em 2026, a balança comercial brasileira registra superávit de US$ 55,3 bilhões, alta de 28,2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado é composto por US$ 250,8 bilhões em exportações e US$ 195,5 bilhões em importações.
As exportações cresceram 10,3% no período. As vendas da Agropecuária avançaram 9,5%, para US$ 57,8 bilhões, enquanto as exportações da Indústria Extrativa aumentaram 19,6%, para US$ 62,1 bilhões. Na indústria de transformação, as exportações somaram US$ 129,4 bilhões, alta de 6,6%.
As importações cresceram 6,1% entre janeiro e agosto. As compras da agropecuária recuaram 12,3%, para US$ 3,6 bilhões, enquanto as da indústria extrativa caíram 5,5%, para US$ 8,2 bilhões. Na indústria de transformação, as importações aumentaram 7,1%, para US$ 182,3 bilhões.
Comércio com os EUA tem déficit em agosto
As exportações para os Estados Unidos cresceram 12,1% em agosto em comparação com o mesmo mês do ano anterior, para US$ 3,2 bilhões. Já as importações aumentaram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, ante US$ 3,9 bilhões registrados em 2025.
Com isso, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 824 milhões com os EUA em agosto.
Em 2026, as exportações para os EUA caíram 9,7%, para US$ 24,105 bilhões. As importações recuaram 8,6%, para US$ 27,316 bilhões. O resultado é de um déficit de US$ 3,2 bilhões nos oito primeiros meses do ano.
Exportações para a China caem em agosto
As exportações brasileiras para a China recuaram 10,9% em agosto, para US$ 8,340 bilhões. No mesmo mês de 2025, as vendas haviam alcançado US$ 9,361 bilhões. As importações de produtos chineses, por outro lado, cresceram 21,3%, para US$ 6,609 bilhões.
Mesmo com a queda nas exportações, o Brasil registrou superávit de US$ 1,731 bilhão com a China em agosto.
Em 2026, as exportações para o país asiático cresceram 15%, para US$ 77,070 bilhões. As importações aumentaram 9,5%, para US$ 51,561 bilhões. Com isso, o comércio com a China acumula superávit de US$ 25,5 bilhões.
União Europeia registra superávit de US$ 1,1 bilhão
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46,4% em agosto, para US$ 5,824 bilhões. As importações provenientes do bloco aumentaram 11,8%, para US$ 4,725 bilhões. O resultado é de superávit comercial de US$ 1,1 bilhão.
Em 2026, as exportações para o bloco cresceram 15%, para US$ 37,293 bilhões. As importações avançaram 2,1%, para US$ 34 bilhões. Dessa forma, o Brasil acumula superávit de US$ 3,293 bilhões.











