O petróleo avança quase 3% nesta quarta-feira (9) e começa o dia de hoje acima da barreira de US$ 100 por barril do óleo tipo Brent pela primeira vez desde julho, segundo dados do Trading Economics. A alta reflete a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que ontem destruiu cinco navios-tanque iranianos em retaliação a tentativas de ataque contra um navio de guerra americano.
A destruição das embarcações, no sétimo mês de guerra, amplia o temor de novas interrupções no fornecimento de energia do Oriente Médio e pressiona as cotações do petróleo. O banco Goldman Sachs avalia que a intensificação dos ataques a navios pode levar o barril a disparar para além de US$ 120, embora o cenário base da instituição ainda preveja uma recuperação gradual das exportações do Golfo Pérsico por meio de rotas alternativas.
No Brasil, a escalada do petróleo acende um alerta para a inflação e os juros. O repasse aos combustíveis pode pressionar o IPCA, e o Comitê de Política Monetária (Copom) decide a Selic na próxima semana, com o IPCA de agosto sendo divulgado na sexta-feira (11).
Eleição ganha peso no radar dos investidores
Além do petróleo, a corrida eleitoral brasileira segue como foco. O empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado nas pesquisas, mantém o mercado em compasso de espera. A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) também alimenta a incerteza política, e o diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, Christopher Garman, classificou a disputa como ‘muito apertada’ durante o evento Valor 1000, em São Paulo.
Nos Estados Unidos, os investidores monitoram os números de inflação em busca de pistas sobre a decisão do Federal Reserve na próxima semana, com expectativa majoritária de alta de juros. A agenda desta quarta-feira está esvaziada, mas os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e os próximos dados macroeconômicos devem ditar o rumo dos ativos.











