O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (8) em alta de 1,20%, aos 187.366 pontos, impulsionado pelo otimismo eleitoral e pela alta do petróleo e do minério de ferro, que favoreceu as ações ligadas às commodities.
A redução da distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em pesquisas eleitorais tem levado o mercado a discutir os possíveis impactos da disputa sobre a política fiscal a partir de 2027. Pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje mostrou empate técnico entre os dois nomes em uma eventual disputa eleitoral.
Em fala ao Broadcast, Roberto Moura, head de renda variável da Grand Capital Invest, disse que o fluxo de recursos estrangeiros tem contribuído para sustentar a Bolsa brasileira desde o fim de agosto.
No cenário internacional, o petróleo Brent subiu 0,95%, a US$ 97,92 o barril, com ataques a instalações de energia na Arábia Saudita. O minério de ferro avançou 1,36% no contrato mais negociado em Dalian, na China.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras subiram 2,36% (PETR3) e 2,08% (PETR4), acompanhando a alta do petróleo no exterior. A Vale, ação de maior peso do índice, fechou em alta de 0,51%, alinhada ao avanço do minério de ferro na China.
No setor bancário, o Itaú subiu 1,22%, o Bradesco avançou 1,79%, o Banco do Brasil ganhou 0,36% e o BTG Pactual registrou alta de 2,18%. O Santander foi exceção, terminando o dia em queda de 0,13%.
Outros destaques do pregão foram a PRIO (+3,01%) e a Brava Energia (+2,07%), ambas beneficiadas pela valorização do petróleo. Já a Azzas 2154 recuou após cinco sessões de alta, com corte de nota de crédito pela S&P e preocupações com a cisão societária.
Entre as maiores altas do dia ficaram MRV (+4,68%), CSN (+4,09%) e Cemig (+3,91%). Já entre as quedas estiveram Azzas (-3,62%), Vivara (-1,43%) e Porto Seguro (-0,99%).
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