Cerca de R$ 5,6 bilhões estão esquecidos em bancos, administradoras de consórcio, cooperativas e outras instituições financeiras, segundo dados atualizados do Sistema de Valores a Receber (SVR), divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (8).
Deste total, por volta de R$ 4,2 bilhões pertencem a 23,6 milhões de pessoas físicas e R$ 1,4 bilhão a 2,2 milhões de pessoas jurídicas. Apesar do valor expressivo, a maior parte dos beneficiários tem pouco a receber: 70% possuem até R$ 10, segundo dados divulgados pelo Valor Investe. Esse valor pulverizado ajuda a explicar por que milhões de brasileiros ainda não buscaram o dinheiro.
Os números mostram que 19% dos beneficiários têm entre R$ 10,01 e R$ 100, 9% entre R$ 100,01 e R$ 1 mil e apenas 2% possuem mais de R$ 1 mil esquecidos. A concentração em pequenas quantias reduz o incentivo para que as pessoas acessem o sistema, que exige login Gov.br e alguns passos de verificação.
Brasileiros já resgataram R$ 16,1 bilhões em bancos
Até julho, o Sistema já havia devolvido R$ 16,1 bilhões, sendo cerca de R$ 12 bilhões para pessoas físicas e R$ 4,25 bilhões para pessoas jurídicas. Os pagamentos alcançaram 39 milhões de beneficiários PF e quase 5 milhões de PJ. Somando o dinheiro já devolvido ao que permanece disponível, o Banco Central contabiliza R$ 21,8 bilhões em valores identificados.
O ritmo mensal de devolução, porém, vem caindo:
- R$ 483 milhões em abril e maio
- R$ 340 milhões em junho
- R$ 323 milhões em julho
Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda não resgatados, com R$ 2,4 bilhões, seguidos pelas administradoras de consórcio (R$ 2 bilhões) e cooperativas (R$ 763 milhões). Também há valores esquecidos em instituições de pagamento (R$ 354 milhões), financeiras (R$ 115 milhões) e corretoras e distribuidoras (R$ 69 milhões).
Como consultar Valores a Receber e resgatar
A consulta ao Sistema de Valores a Receber é gratuita e pode ser feita por pessoas físicas, inclusive falecidas, e empresas. Basta acessar a página do Sistema de Valores a Receber do Banco Central, informar CPF ou CNPJ vinculado à conta Gov.br, inserir a data de nascimento e clicar em “Meus Valores a Receber”. O sistema informa o valor, a origem e o contato da instituição onde o dinheiro está parado.
Nota de transparência: Este conteúdo contou com o auxílio de inteligência artificial na seleção e organização das informações, com base nas fontes citadas, e foi revisado por jornalistas antes da publicação.











