O dólar à vista fechou esta terça-feira (8) em queda de 0,86% frente ao real, a R$ 5,08 — menor nível em setembro. O movimento foi pressionado pelas novas pesquisas eleitorais, pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e pela alta do petróleo no mercado internacional.
Pesquisas divulgadas mostraram um cenário eleitoral mais acirrado para o segundo turno. A pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (7), indicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro empatados com 41% das intenções de voto.
Já a pesquisa BTG/Nexus, divulgada hoje, mostrou Flávio numericamente à frente (46% a 45%), ainda em empate técnico. O mercado associa Flávio a uma política fiscal mais austera, o que reduz o prêmio de risco dos ativos brasileiros e fortalece o real.
Além disso, a crise no STF contribuiu para o ambiente. O ministro André Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada, após relatórios de inteligência serem utilizados em uma representação contra Mendonça, que questionou a legalidade do material e apontou possível monitoramento irregular de autoridades.
No exterior, a alta do petróleo também ajudou o real frente ao dólar. Ataques a instalações de energia na Arábia Saudita elevaram o preço do Brent para perto de US$ 100, maior nível em seis semanas, aumentando a perspectiva de entrada de dólares via exportações brasileiras.
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