O dólar fechou esta terça-feira (15) em alta de 0,14%, a R$ 5,15. Investidores acompanharam o movimento do dólar no exterior, enquanto os preços do petróleo ampliaram os ganhos e a crise política no Brasil se intensificou.
O Brent voltou a se aproximar de US$ 110 por barril, aumentando as preocupações com a inflação às vésperas da decisão de juros do Federal Reserve (Fed).
No mercado doméstico, investidores também acompanharam a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a possibilidade de abertura de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o Banco Master.
O julgamento foi marcado por discussões entre ministros. O decano da Corte, Gilmar Mendes, acusou André Mendonça de ter motivações políticas ao retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revelou troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, enquanto Mendonça classificou como “inviável” a acusação de Gilmar.
Outro fator acompanhado pelos investidores é o chamado diferencial de juros. O mercado trabalha com a possibilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual e o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual nesta superquarta (16).
Na semana, o dólar acumula alta de 0,58%. Em setembro, porém, a moeda americana ainda registra queda de 0,48%. No ano, o recuo é de 6,08%.
Banco Central realiza operação de câmbio
O Banco Central realizou nesta terça-feira uma operação de US$ 1 bilhão no mercado à vista e, simultaneamente, comprou US$ 1 bilhão em dólar futuro por meio da oferta de 20 mil contratos de swaps cambiais reversos.
Operadores consultados pela Broadcast não descartam novas intervenções do Banco Central para aumentar a liquidez, diante dos sinais de pressão por saída de recursos do país.
DXY acompanha força do dólar no exterior
O DXY, índice que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,26%, aos 99,637 pontos, por volta das 17h. O indicador chegou a 99,687 pontos durante a sessão e acumula alta de 0,55% na semana.
O movimento ocorre em meio à nova alta dos preços do petróleo, com o Brent acumulando ganhos de quase 20% no mês.











