O dólar fechou esta quinta-feira (17) em queda de 0,23%, a R$ 5,14, após uma sessão volátil marcada pela reação dos mercados ao reajuste de cerca de 15% nos benefícios do Bolsa Família e pela acomodação da moeda americana no exterior.
Segundo operadores ouvidos pela Broadcast, não houve um gatilho específico para a recuperação do real durante a tarde. Antes, o movimento foi de aumento da percepção de risco fiscal. O mercado avaliou que a elevação dos benefícios representa aumento de despesas para os próximos anos.
Além disso, especialistas explicaram que o reajuste não necessariamente se traduz em aumento das intenções de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O benefício mínimo do programa passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777, de acordo com o UOL. A medida terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.
Dólar acompanha acomodação no exterior
No exterior, o dólar apresentou comportamento mais estável após a alta registrada na quarta-feira (16), quando o Federal Reserve (Fed) elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual (p.p.), para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano.
O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, rondou a estabilidade durante a tarde, próximo dos 100,200 pontos. O indicador acumula alta superior a 1% na semana e de cerca de 2% no ano.
A perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos permanece no radar. O chamado diferencial de juros, que compara o retorno oferecido por aplicações em diferentes países, continua elevado, apesar do corte de 0,25 p.p. realizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que levou a Selic para 13,75% ao ano.
Petróleo mantém suporte ao real
O mercado de commodities também influenciou o câmbio. O contrato do petróleo Brent para novembro fechou em queda de 0,95%, a US$ 104,82 por barril. Apesar da baixa no dia, a cotação acumula alta de quase 14% em setembro e de mais de 70% no ano.











