O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (23) em queda de 0,86%, aos 185.814,09 pontos, pressionado pela alta do petróleo, por dados mais fortes da economia dos Estados Unidos e pela cautela dos investidores com as eleições de 2026.
O petróleo voltou a pressionar os mercados. O Brent para dezembro fechou em alta de 2,84%, a US$ 98,12 por barril. A alta da commodity ocorreu em meio à redução das expectativas de um acordo de curto prazo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Outro fator que pesou sobre os mercados foram os dados de atividade econômica dos EUA. O PMI composto dos EUA subiu de 56 em agosto para 58,4 em setembro, segundo a prévia da S&P Global, o maior em 62 meses e ficou acima da expectativa de 56,1.
As eleições presidenciais também permaneceram no radar dos investidores. A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em um cenário de segundo turno. Lula apareceu com 47,7% das intenções de voto, contra 47,4% de Flávio Bolsonaro. A diferença está dentro da margem de erro de um ponto percentual.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras subiram 2,61% (ON) e 2,59% (PN), que avançaram em meio à alta do petróleo provocada pelas incertezas no Oriente Médio. Na outra ponta, a Vale recuou 1,85%, apesar da relativa estabilidade do minério de ferro, que subiu 0,07%.
No setor financeiro, o Banco do Brasil liderou as perdas, com baixa de 2,21%. O Bradesco caiu 2,17%, enquanto o Itaú recuou 1,88%. O Santander perdeu 0,98% e o BTG Pactual caiu 0,47%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Cosan (+4,01%), Magazine Luiza (+3,73%) e Vamos (+2,99%). Já entre as quedas, estiveram Tenda (-6,02%), Engie Brasil (-4,27%) e Cogna (-4,17%).
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