O dólar fechou esta sexta-feira (25) em queda de 0,23%, a R$ 5,18. A moeda americana teve dificuldade para acompanhar a valorização registrada no exterior, em meio ao cenário eleitoral brasileiro e à cautela antes do fim de semana e do encerramento do trimestre.
A pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (24), mostrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno. Lula aparece numericamente à frente nas duas simulações.
Operadores não identificaram influência relevante da confirmação da proibição das bets por Lula, por meio de medida provisória (MP) prevista para ser assinada nesta sexta-feira, sobre as expectativas eleitorais e a formação da taxa de câmbio.
Apesar da queda nesta sexta, o real teve desempenho melhor que outras moedas emergentes nos últimos cinco pregões, período marcado pela valorização do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Cenário externo mantém pressão sobre o real
No exterior, o dólar continuou valorizado. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, superou o nível de 101 pontos e rondava os 100,998 pontos por volta das 17h, após mínima de 100,872 pontos.
Na semana, o Dollar Index acumulou alta de cerca de 0,80%. Em setembro, a valorização supera 1,50%.
O iene, por sua vez, avançou mais de 1% nesta sexta-feira após informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou preocupação com a desvalorização da moeda japonesa, segundo relato da ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama.
Itaú mantém projeção para o dólar
O time de economistas do Itaú, comandado pelo ex-diretor do Banco Central Diogo Guillen, avaliou em relatório que o real apresentou desempenho melhor neste mês, apoiado pelos termos de troca e por uma percepção de risco local mais construtiva.
O banco, porém, alertou para o cenário internacional, especialmente para o comportamento do dólar e das taxas de juros nos EUA. A instituição mantém projeção de taxa de câmbio em R$ 5,30 para o fim deste ano e em R$ 5,50 para 2027.










