O dólar fechou esta segunda-feira (28) em alta de 0,86%, a R$ 5,22 — maior nível de fechamento desde 30 de março. A moeda americana acompanhou a valorização no exterior, em meio à expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos e à manutenção das tensões no Oriente Médio.
O impasse entre EUA e Irã para o encerramento do conflito no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz mantiveram os preços do petróleo em níveis elevados. A possibilidade de novas pressões inflacionárias, combinada com dados de atividade econômica ainda fortes e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), aumentou a expectativa de juros mais altos no país.
Segundo operadores, embora o cenário eleitoral brasileiro esteja no radar, a formação da taxa de câmbio esteve mais relacionada ao ambiente externo.
Investidores acompanharam a pesquisa Quaest divulgada hoje, que mostrou Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva empatados em 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 42% e Lula, 41%.
Em fala ao Broadcast, o economista Fabrizio Velloni falou que medidas recentes adotadas pelo governo, como o reajuste do Bolsa Família e a proibição das bets, apontam para uma possível piora das contas públicas.
“A expectativa de que a oposição pode realmente vencer as eleições faz com que o real não se desvalorize como os pares. Mas devemos ter um aumento da volatilidade nesta semana, com um jogo mais pesado nas campanhas dos candidatos”, afirmou.










