O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (28) em queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, no quarto pregão consecutivo de baixa, pressionado pela cautela nos mercados internacionais e pelas expectativas em torno das eleições no Brasil.
Hoje, o petróleo voltou a influenciar os mercados. Os contratos chegaram a subir cerca de 4%, em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz. Ao longo do dia, porém, a commodity perdeu força.
O Brent para dezembro fechou em alta de 0,4%, a US$ 97,83 por barril, segundo informações do Broadcast.
A proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais também mantém o cenário político entre os principais fatores acompanhados pelo mercado.
Pesquisas divulgadas nesta segunda-feira apresentaram diferentes retratos da disputa. A Datafolha, por exemplo, mostrou Lula (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro (PL) com 36%. No segundo turno, os dois aparecem dentro da margem de erro.
Já a pesquisa BTG/Nexus apontou Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, os números foram de 46% e 44%, respectivamente, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras avançaram 1,83% (ON) e 1,52% (PN), acompanhando o movimento do petróleo. Já a Vale também terminou em alta, de 0,55%, contrariando a queda de 0,91% do minério de ferro.
No setor financeiro, o desempenho foi negativo. O Bradesco recuou 1,23%, o Itaú caiu 1% e o BTG Pactual perdeu 0,72%. O Banco do Brasil recuou 0,46%, enquanto o Santander caiu 0,20%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Prio (+3,84%), Brava Energia (+3,16%) e Vibra (+3,30%). Já entre as quedas, estiveram Natura (-5,76%), Azzas (-5,25%) e Iguatemi (-3,21%).
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