O dólar fechou esta terça-feira (29) em queda de 0,18%, a R$ 5,22, acompanhando a desaceleração da moeda norte-americana no exterior e a redução dos ganhos dos Treasuries de longo prazo. O movimento ocorreu após declarações de John Williams, presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York.
Williams afirmou que não há urgência para apertar a política monetária, embora considere possível mais uma alta de juros ainda neste ano.
Os indicadores americanos divulgados pela manhã também vieram abaixo das expectativas. O relatório Jolts mostrou redução das vagas disponíveis em agosto, enquanto o índice de confiança do consumidor do Conference Board também ficou abaixo das projeções.
No Brasil, a proximidade do primeiro turno adicionou cautela ao mercado de câmbio. A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (29) mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 42,2% de Flávio Bolsonaro.
Em um eventual segundo turno entre os dois, Flávio aparece com 47,7%, enquanto Lula tem 47,6%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de um ponto percentual. Segundo informações do UOL, o levantamento ouviu 5.005 pessoas entre 23 e 28 de setembro.
Dólar acompanha movimento dos Treasuries
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, subia cerca de 0,21% por volta das 17h, aos 101,410 pontos, após atingir a máxima de 101,612 pontos.
Já o real apresentou perdas menores do que outras moedas latino-americanas durante o mês, movimento que analistas atribuem, em parte, à percepção sobre o cenário eleitoral e às expectativas para a política fiscal.










