O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (29) em alta de 0,46%, aos 183.827,59 pontos, apoiado pelo desempenho das ações de consumo após o resultado do Caged e pelo posicionamento dos investidores às vésperas das eleições.
A divulgação do indicador registrou a criação de 165.827 empregos formais em agosto, resultado da diferença entre 2,29 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos. O número ficou acima das projeções de mercado e foi o maior saldo para o mês desde 2022.
As eleições presidenciais também permaneceram entre os fatores acompanhados pelos investidores. A pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Lula com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 42,2% de Flávio Bolsonaro.
Em uma simulação de segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 47,6% para Lula e 47,7% para Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro de um ponto percentual, conforme mostrou reportagem do UOL.
Outra pesquisa, do instituto Palver, apontou 44% para Lula e 44% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno. No segundo turno, Flávio aparece com 47%, contra 45% de Lula, também dentro da margem de erro. A informação é da Folha de S.Paulo.
Com o resultado, a Bolsa interrompeu uma sequência de quatro sessões consecutivas de queda e acumula alta de 3,61% no mês. No ano, o avanço é de 14,1%.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras fecharam em alta de 0,09% (ON) e 0,78% (PN), contrariando a queda do petróleo. Já a Vale foi um dos principais pesos negativos do índice, com queda superior a 2%, limitando a alta do Ibovespa no pregão.
Papéis ligados ao consumo ganharam força após a divulgação do Caged. O Índice de Consumo da B3 subiu 0,95%, enquanto o Índice Imobiliário avançou 1,55%.
Os bancos terminaram o pregão majoritariamente em alta. O Banco do Brasil avançou 2,56%, enquanto o Itaú subiu 1,41%. O BTG Pactual ganhou 0,96% e o Bradesco avançou 0,68%. A exceção foi o Santander, que recuou 0,40%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Azzas (+10,50%), Direcional (+4,74%) e Cogna (+4,27%). Já entre as quedas, estiveram CSN (-9,85%), CSN Mineração (-5,74%) e Iguatemi (-3,21%).
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