O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (2) em alta de 2,63%, aos 192.114,55 pontos, impulsionado pelo ambiente externo favorável a ativos de risco e pelo posicionamento dos investidores antes do primeiro turno das eleições.
A proximidade do primeiro turno levou investidores a ajustar suas carteiras antes do resultado das urnas. Analistas associam uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) à expectativa de uma política fiscal mais restritiva.
Em fala ao Broadcast, Daniel Teles, sócio e especialista da Valor Investimentos, afirmou que o movimento refletiu principalmente o chamado “trade eleitoral”.
O ambiente internacional também contribuiu para o desempenho. O relatório de emprego dos Estados Unidos mostrou desaceleração do mercado de trabalho em setembro, reduzindo parte das apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Os Estados Unidos criaram 29 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em setembro, abaixo das 90 mil esperadas pelos economistas consultados pela Reuters. A taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%, enquanto os números de julho e agosto foram revisados para baixo.
Com o resultado, a Bolsa brasileira acumulou alta de 4,71% na semana. No ano, o avanço chegou a 19%.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras subiram 3,25% (ON, na máxima) e 2,81% (PN), mesmo em um dia de queda do petróleo. A Vale encerrou o pregão na máxima, com alta de 2,56%. O movimento ocorreu sem referência do minério de ferro em Dalian, devido ao feriado na China.
No setor financeiro, o movimento também foi de alta. O Bradesco avançou 3,67%, o BTG Pactual subiu 3,64% e o Banco do Brasil ganhou 3,04%. O Itaú avançou 1,54%, enquanto o Santander subiu 0,68%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Hapvida (+11,91%), Natura (+10,37%) e Vivara (+5,62%). Já entre as quedas, estiveram Fleury (-1,05%), Copasa (-0,90%) e Minerva (-0,51%). Fora essas, Assaí foi a outra única ação a terminar no vermelho.










