O dólar fechou esta sexta-feira (2) em queda de 0,07%, a R$ 5,21, em meio à reação dos mercados ao relatório de emprego dos Estados Unidos e à cautela antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
O payroll mostrou a criação de 29 mil vagas em setembro, abaixo da mediana de 85 mil estimada nas Projeções Broadcast. O resultado abaixo do esperado reduziu as apostas de uma nova alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião de outubro.
Após a divulgação do indicador, o real chegou a ganhar força e o dólar recuou até a região de R$ 5,20. O movimento, porém, perdeu intensidade ao longo do dia.
Apesar da queda desta sessão, o dólar acumulou alta de 0,67% frente ao real na semana. No mesmo período, moedas como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano recuaram mais de 2%.
Dólar oscila antes do primeiro turno
O pregão desta sexta-feira foi o último antes da votação de domingo (4). O cenário eleitoral permaneceu entre os fatores acompanhados pelos investidores, enquanto a dinâmica internacional do dólar também influenciou as cotações.
A pesquisa Datafolha, divulgada ontem, mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em uma simulação de segundo turno, Lula aparece com 48% e Flávio com 45%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento registra a fotografia das intenções de voto no período de coleta e não constitui uma previsão do resultado eleitoral.
Segundo a Capital Economics, a perspectiva é de uma disputa eleitoral acirrada e que o resultado do primeiro turno poderá influenciar os preços dos ativos domésticos.










