O dólar fechou esta quinta-feira (8) em alta de 0,26%, a R$ 5,02, após oscilar próximo da estabilidade. A moeda norte-americana contrariou a queda registrada no exterior e voltou a ficar acima de R$ 5 pelo segundo pregão consecutivo.
Segundo analistas, o mercado passa por um período de acomodação após a forte valorização do real provocada pela redução dos prêmios de risco depois do resultado eleitoral no primeiro turno.
O mercado também monitora a disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. Pesquisa PoderData/Ava, divulgada pela manhã, mostrou Flávio Bolsonaro com 53% das intenções de voto, contra 47% de Lula. Os investidores aguardavam a divulgação da pesquisa Datafolha.
O UBS avalia que o momento pode favorecer a formação de posições compradas em real contra o dólar, com alvo de R$ 4,75 — uma aposta na valorização da moeda brasileira frente ao dólar. O banco estabeleceu ainda um nível de stop loss em R$ 5,11.
De acordo com o banco, o real pode continuar se beneficiando do aumento das chances de uma política econômica mais favorável ao mercado, além do chamado carry trade e da melhora dos termos de troca.
Na semana, o dólar ainda acumula queda de 3,69%, refletindo principalmente o tombo de 4,21% registrado na segunda-feira (5). No ano, a moeda acumula valorização negativa superior a 8% frente ao real.
Petróleo sobe, mas Treasuries recuam
No exterior, o dólar perdeu força. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,15% por volta das 17h, aos 102,082 pontos, após mínima de 102,033 pontos.
O Dollar Index acumula alta superior a 0,60% no início de outubro e avanço de mais de 3,80% no ano.
Entre as moedas comparadas ao real, apenas o peso mexicano registrou desvalorização nesta quinta-feira, com queda superior a 1%.
O petróleo, por outro lado, voltou a subir. O contrato do Brent para novembro avançou 4,07%, a US$ 104,28 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio.
Mesmo com a alta da commodity, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo recuaram após um leilão de títulos de 30 anos do Tesouro americano.










