O dólar encerrou esta sexta-feira em alta de 0,81%, cotado a R$ 5,25 — maior valor desde 16 de abril.
A moeda refletiu a aversão global ao risco, puxada pelas indefinições sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), e ganhou corpo após a divulgação do índice de preços para os gastos pessoais (PCE), no início da sessão.
Na semana e no mês, a divisa estadunidense teve valorização de 1,58% e 1,11%, respectivamente.
Fatores internos e externos
Nos Estados Unidos, os dados de inflação, que vieram em linha com o esperado, sugeriram espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda este ano. Isso resultou na redução das taxas dos Treasuries, os títulos do governo americano.
Para o analista da Potenza Capital Bruno Komura, “no geral, o PCE veio em linha com o esperado. Não muda as expectativas de início no corte dos juros”.
No Brasil, a percepção de piora fiscal e desancoragem das expectativas de inflação aumentaram os prêmios de risco locais, pressionando a taxa de câmbio. Além disso, questões técnicas, como a disputa pela formação da última taxa Ptax de maio e a rolagem de posições típicas de fim de mês, contribuíram para a alta do dólar.
Minério de ferro
A queda no preço do minério de ferro, decorrente de dados fracos de atividade econômica na China, também prejudicou o Ibovespa e contribuiu para a alta do dólar.
Desempenho do real
O real apresentou o pior desempenho entre as moedas emergentes e de países exportadores de commodities relevantes. O índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a seis moedas fortes, teve uma ligeira queda na semana e acumulou baixa de mais de 1,5% no mês.
*Com informações da Agência CMA











