A Petz (AUAU3) divulgou nesta quinta-feira (7) seu balanço do 1º trimestre e registrou um lucro líquido de R$ 7,9 milhões, um crescimento de quase dez vezes (942,2%) — nesse recorte, os números não consideram os efeitos da fusão com a Cobasi.
A receita líquida avançou 10,1%, para R$ 924,1 milhões, impulsionada pela evolução das vendas digitais e pelo desempenho das lojas físicas. Já a receita bruta cresceu 10,2%, alcançando R$ 1,11 bilhão.
Segundo a companhia, o trimestre apresentou “melhora sequencial trimestre a trimestre” nas vendas B2C, segmento voltado ao consumidor final, além da evolução dos canais digitais e das lojas físicas.
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No primeiro trimestre, a Petz encerrou o período com 265 lojas e 221,5 mil metros quadrados de área de vendas. A companhia mantém presença em 24 estados brasileiros.
Margem operacional também avança
O Ebitda ajustado da Petz somou R$ 91,4 milhões no trimestre, alta anual de 63,3%, enquanto a margem Ebitda ajustada avançou 3,2 pontos percentuais, chegando a 9,9%.
As marcas próprias mantiveram trajetória de crescimento, com alta de 25% no trimestre e participação de 13,5% nas vendas totais, avanço de 1,7 ponto porcentual em relação ao ano anterior.
Segundo a companhia, a categoria segue como “importante alavanca de diferenciação e fidelização”, além de contribuir para a expansão das margens.
Resultado financeiro da Petz pressiona balanço
As despesas operacionais da Petz cresceram 2,3% no trimestre, totalizando R$ 343,8 milhões. Mesmo assim, houve redução dessas despesas como proporção da receita líquida, passando de 40% para 37,2%.
As despesas gerais e administrativas caíram 1% na comparação anual, enquanto as despesas com vendas avançaram 4,4%. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 10,5 milhões no trimestre, ante receita financeira líquida positiva de R$ 3,2 milhões no mesmo período do ano passado.
Segundo a Petz, a piora foi causada pelo aumento das despesas financeiras e pelo efeito da operação de swap ligada à dívida 4131, que gerou impacto negativo de R$ 695 mil no trimestre, sem efeito caixa.
Ao fim de março, a empresa possuía R$ 384,3 milhões em empréstimos, financiamentos e debêntures, considerando passivos circulantes e não circulantes. O caixa e equivalentes somavam R$ 21,3 milhões, enquanto as aplicações financeiras totalizavam R$ 412,1 milhões.
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Em primeiro trimestre completo, Grupo Petz Cobasi dobra lucro
Após a fusão oficializada em janeiro entre as duas maiores redes do setor pet no Brasil, o Grupo Petz Cobasi registrou um avanço no lucro, expansão operacional e crescimento das vendas nas duas bandeiras.
No primeiro trimestre completo desde a união, a companhia registrou lucro líquido ajustado (que não considera efeitos de arrendamento – IFRS 16) de R$ 53,9 milhões, alta de 45,3% na comparação anual. Considerando o lucro líquido contábil, o resultado somou R$ 41,7 milhões entre janeiro e março, praticamente o dobro do registrado um ano antes.
Os números de 2025 foram apresentados em base “pro forma” gerencial, metodologia que simula as duas operações combinadas desde o ano anterior para permitir comparação entre os períodos.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,69 bilhão no trimestre, crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. Já a receita bruta avançou 9,7%, alcançando R$ 2,02 bilhões.
Separadamente, a Petz registrou faturamento bruto de R$ 1,1 bilhão, enquanto a Cobasi somou R$ 916 milhões, ambas com expansão próxima de 10% na comparação anual.
Vendas avançam nas duas bandeiras do grupo
O indicador de vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês), que considera apenas unidades abertas há mais de um ano, apresentou crescimento nas duas bandeiras do grupo.
Na Cobasi, o avanço foi de 7,4% no trimestre. Já a Petz registrou expansão de 9,8%, acelerando a trajetória de crescimento iniciada após a reversão de tendência observada no quarto trimestre de 2024.
Durante o trimestre, a companhia abriu uma nova loja da bandeira Cobasi em São Paulo. Ao fim de março, o grupo somava 522 lojas em operação, sendo 265 unidades Petz e 257 unidades Cobasi.
Custos e despesas crescem abaixo da receita
O custo das mercadorias vendidas e dos serviços prestados avançou 8,7%, totalizando R$ 900,6 milhões no trimestre. As despesas operacionais cresceram 4,9%, para R$ 624,8 milhões, em ritmo inferior ao da receita.
O Ebitda ajustado, indicador usado para medir a geração operacional de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou R$ 166,6 milhões no trimestre encerrado em março, alta de 37,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 5,1 milhões, revertendo o saldo positivo de R$ 9,3 milhões registrado um ano antes.
No fim de março, o Grupo Petz Cobasi tinha caixa líquido de R$ 158,5 milhões. A companhia também destacou o pagamento de R$ 320,8 milhões em parcela em caixa aos acionistas da Petz, conforme previsto no acordo de associação da fusão.
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XP vê Ebitda do Grupo Petz Cobasi acima das expectativas
A XP avaliou que o Grupo Petz Cobasi apresentou resultados melhores no primeiro trimestre, com receita e margem bruta amplamente em linha com as estimativas da corretora. Segundo a instituição, o destaque positivo ficou para a margem Ebitda, impulsionada pelo controle das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) e pela alavancagem operacional.
Além disso, o desempenho entre as duas marcas é considerado como equilibrado, com dinâmica semelhante de crescimento de receita e margem bruta. De acordo com a análise, o Ebitda teve surpresa positiva puxada principalmente pela operação da Petz.
A corretora também destacou que o fluxo de caixa livre (FCF) foi positivo, desconsiderando desembolsos relacionados à fusão, e que a administração da companhia sinalizou expectativa de geração de caixa mais robusta nos próximos trimestres.
Apesar disso, a XP manteve recomendação neutra para as ações do Grupo Petz Cobasi, citando ambiente competitivo ainda desafiador e riscos de execução ligados ao processo de integração entre as operações.











