O BTG Pactual (BPAC11) iniciou o ano com resultados recordes que reforçaram sua posição entre as instituições financeiras mais rentáveis do país. O banco reportou lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre, cifra histórica para a companhia e que representa crescimento de 42,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita total também atingiu o maior nível já registrado pelo banco, somando R$ 9,96 bilhões entre janeiro e março, já considerando a consolidação do Banco Pan no período.
Mesmo com um trimestre marcado por maior volatilidade nos mercados financeiros globais, o BTG Pactual conseguiu ampliar receitas, elevar a captação de clientes e manter um dos maiores níveis de rentabilidade entre os grandes bancos brasileiros, superando concorrentes tradicionais como Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11).
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Em comunicado, o CEO do banco, Roberto Sallouti, afirmou que esse desempenho reflete a força e a diversificação da plataforma, a expansão contínua da base de clientes e a disciplina na alocação de capital.
“Seguimos focados em crescer com gestão rigorosa de riscos e geração sustentável de valor para clientes e acionistas”, declarou o executivo.
Rentabilidade do BTG supera grandes bancos tradicionais
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou em 26,6% no primeiro trimestre. Apesar de ter recuado em relação aos 27,6% registrados no trimestre anterior, o indicador avançou na comparação anual, quando havia ficado em 23,2%.
O desempenho colocou o BTG Pactual acima dos principais bancos tradicionais do país em rentabilidade no período. O Itaú Unibanco reportou ROE de 24,8%, enquanto o Santander Brasil apresentou retorno de 16% e o Bradesco encerrou o trimestre com rentabilidade de 15,8%.
Durante teleconferência realizada em fevereiro, Sallouti afirmou que o banco segue confiante na manutenção de um ROAE acima de 25% nos próximos anos, apoiado na diversificação dos negócios.
Captação líquida alcança R$ 82,8 bilhões
A entrada líquida de recursos de clientes (net money) totalizou R$ 82,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Com isso, os recursos de terceiros sob gestão e administração chegaram a R$ 2,59 trilhões, valor 4,5% superior ao registrado no trimestre anterior e 28,1% maior que o observado no mesmo período de 2025.
O Índice de Basileia, parâmetro internacional usado para medir a solidez de capital das instituições financeiras, encerrou março em 15,9%. O nível ficou acima dos 15,5% registrados no trimestre anterior e dos 15,4% apurados um ano antes.
Consolidação do Pan fortalece varejo do BTG
Com a incorporação do Banco Pan e da Too Seguros, o BTG Pactual passou a divulgar uma nova divisão chamada Consumer Finance & Banking. A unidade registrou receita de R$ 1,12 bilhão no primeiro trimestre, com crescimento de 20,4% frente ao trimestre anterior e de 40,1% na comparação anual.
A carteira de crédito dessa vertical alcançou R$ 73,6 bilhões, avanço de 14,1% no trimestre e de 33,7% em 12 meses. Segundo o banco, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito consignado e financiamento de veículos.
Ainda na estratégia de expansão no varejo, o BTG Pactual concluiu em abril a compra de 48% da fintech Meutudo, operação anunciada originalmente em fevereiro.
Desempenho por segmento
A divisão de crédito corporativo e serviços bancários para empresas, chamada de Corporate Lending & Business Banking, registrou receita recorde de R$ 2,33 bilhões no trimestre. O avanço foi de 4,2% frente ao quarto trimestre de 2025 e de 20,7% na comparação anual.
A carteira de crédito dessa área alcançou R$ 281,1 bilhões, valor que corresponde ao crescimento de 7,2% em três meses e de 21,9% em 12 meses.
Desse total, R$ 32,9 bilhões correspondem às operações destinadas a pequenas e médias empresas. A carteira voltada a esse segmento avançou 2,3% no trimestre e 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Wealth Management cresce quase 45% em um ano
A área de gestão de patrimônio e banco de varejo (Wealth Management & Personal Banking) registrou receita recorde de R$ 1,51 bilhão no primeiro trimestre. O resultado representou crescimento de 10,7% frente ao trimestre anterior e expansão de 44,6% em 12 meses.
Já a divisão de gestão de recursos (Asset Management) somou R$ 783,4 milhões em receitas. O desempenho representou queda de 8,9% na comparação trimestral, mas alta de 6,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Área de mercado cresce com menor risco
A divisão de Sales & Trading, responsável pelas atividades de corretagem e operações de mercado, teve receita de R$ 1,87 bilhão no trimestre. O resultado representou queda de 6,6% em relação ao trimestre anterior, mas avanço de 43,1% frente ao mesmo período de 2025.
O Value at Risk (VaR), indicador utilizado para medir exposição a risco de mercado, caiu para 0,32%, ante 0,38% registrados no trimestre anterior.
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Banco de investimentos amplia operações
A área de banco de investimentos registrou receita de R$ 627,9 milhões entre janeiro e março. O valor ficou 9,3% abaixo do trimestre anterior, mas avançou 65,1% na comparação anual.
Segundo o banco, a instituição participou de 36 operações de dívida no mercado de capitais (DCM), 10 ofertas de ações (ECM) e nove transações de fusões e aquisições (M&A) no período.











