A Gafisa (GFSA3) adiou para 20 de outubro a divulgação das informações trimestrais do segundo trimestre de 2026. A teleconferência de resultados, que ocorreria junto com a publicação, também teve a data alterada, agora prevista para 21 de outubro, segundo fato relevante divulgado pela companhia nesta segunda-feira (28).
O atraso decorre do pedido da auditoria independente BDO durante a revisão dos números do período encerrado em 30 de junho. Segundo a companhia, os documentos complementares solicitados já foram entregues, mas os auditores ainda precisam concluir a análise e finalizar os procedimentos de revisão.
“A companhia apresentou aos auditores independentes os documentos complementares solicitados, sendo necessário prazo adicional para a conclusão da análise da documentação apresentada e finalizar seus procedimentos de revisão”, diz o comunicado.
Gafisa já havia adiado a divulgação dos resultados
Esse é o terceiro adiamento relacionado ao segundo trimestre. A companhia já havia publicado fatos relevantes em 13 de agosto e 28 de agosto com atualizações sobre o calendário de divulgação. Com isso, a espera de acionistas e do mercado pelos resultados do segundo trimestre se alonga além do inicialmente previsto.
A Gafisa afirmou que vai atualizar o calendário de eventos corporativos e manter os investidores informados sobre desdobramentos relevantes. O fato relevante não informa se o atraso afeta prazos de entrega de outras obrigações perante a CVM ou a B3.
No último balanço divulgado, a construtora tinha uma dívida total de R$ 1,6 bilhão e R$ 306 milhões em caixa. O prejuízo foi de R$ 45,6 milhões, ante um lucro de R$ 21,1 milhões declarado no mesmo período do ano anterior.
Gafisa enfrenta novo calote em operação de crédito
Dias antes da data prevista para o balanço do segundo trimestre, a Gafisa voltou a dar sinais de agravamento de sua crise financeira. Em 15 de setembro, uma operação de crédito garantida pela incorporadora deixou de pagar os investidores. O financiamento está ligado às obras do Canto Rio, empreendimento localizado no Arpoador, no Rio de Janeiro, que acumula mais de dois anos de atraso.
Segundo apuração do InvestNews, essa é a segunda operação em que a falta de recursos interrompeu os pagamentos aos investidores. Somadas, as duas dívidas chegam a R$ 215,5 milhões.
Operação envolve CRI de R$ 154,7 milhões
Emitido em 2021 e atualmente sob responsabilidade da securitizadora Opea, o CRI Bait é lastreado em créditos da RK14, sociedade de propósito específico (SPE) criada para desenvolver o Canto Rio. O empreendimento pertence à incorporadora carioca Bait, cujo controle foi adquirido pela Gafisa em 2022.
A dívida tinha vencimento previsto para setembro de 2025, mas foi prorrogada para 30 de dezembro deste ano. No último dia 15, porém, a devedora não realizou o pagamento da parcela prevista nem recompôs o fundo de reserva da operação, mecanismo destinado a oferecer proteção em caso de falta de recursos.
Com a insuficiência de dinheiro, os investidores não receberam os valores previstos, segundo informou a Opea em fato relevante. Em agosto, o saldo devedor da operação era de R$ 154,7 milhões. A Gafisa figura como fiadora da dívida e, portanto, é responsável pelo pagamento caso a sociedade encarregada do projeto não honre a obrigação.
Nota de transparência: Este conteúdo contou com o auxílio de inteligência artificial na seleção e organização das informações, com base nas fontes citadas, e foi revisado por jornalistas antes da publicação.










