A atividade empresarial da zona do euro retornou ao patamar de contração no mês de maio, impactada principalmente por uma grande queda da demandaa no setor de serviços, segundo dados preliminares divulgados pela S&P Global e pelo Hamburg Commercial Bank (HCOB) nesta quinta-feira (22).
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto caiu de 50,4 em abril para 49,5 neste mês, abaixo da expectativa de mercado de 50,7, segundo pesquisa da Reuters.
Este é o primeiro recuo abaixo da linha dos 50 pontos no ano, marca que separa expansão de contração econômica, e sinaliza um enfraquecimento inesperado da atividade na região.
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Serviços perdem força na zona do euro
O PMI de serviços da zona do euro caiu de 50,1 em abril para 48,9 em maio, o pior nível desde janeiro de 2024 e bem abaixo das expectativas do mercado, de 50,3. Esse setor, que havia sustentado a recuperação no início do ano, agora mostra sinais de perda de fôlego.
A pesquisa indica uma queda na demanda, o que também afetou o otimismo das empresas: o índice de expectativas de negócios recuou de 55,1 para 54, o menor nível em quase três anos.
Indústria mostra sinais de estabilização
Em contraste com os serviços, a indústria mostrou alguma recuperação. O PMI industrial subiu de 49 para 49,4, maior nível em quase três anos, superando levemente a projeção de 49,3.
A produção industrial manteve-se estável em 51,5 pontos, repetindo o nível de abril. Parte dessa melhora pode ser explicada por uma redução de preços, uma estratégia para reaquecer a demanda.
O índice de preços de produção caiu de 51,3 para 49,0, o menor patamar em cinco meses.
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Serviços também recuam na Alemanha
Na Alemanha, principal economia da zona do euro, o PMI composto caiu de 50,1 para 48,6, com forte retração do setor de serviços, de 49 para 47,2, marcando o pior resultado em dois anos e meio.
O Índice IFO de Clima Empresarial subiu a 87,5 em maio, após registrar avanço de 86,9 em abril, atingindo o maior nível em onze meses e ligeiramente melhor do que as previsões de 87,4.
Já o Índice de Expectativas Empresariais avançou de 87,4 para 88,9 e o índice que mede as condições atuais caiu de 86,4 para 86,1.
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Desempenho fora da zona do Euro
Fora da zona do euro, o Reino Unido também apresentou dados mistos. O PMI composto subiu de 48,5 para 49,4, mas ainda abaixo de 50. O índice de serviços, por outro lado, avançou de 49 para 50,2, levemente abaixo da expectativa, de 50,7.
Segundo Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, a leve melhora no Reino Unido veio após um colapso na confiança empresarial em abril, quando o sentimento atingiu níveis não vistos desde o orçamento de 2022.
O Reino Unido estuda revisar a metodologia de cálculo da inflação mensal, com o objetivo de suavizar variações sazonais e obter uma leitura mais precisa das pressões inflacionárias, segundo informações da Bloomberg.
A proposta segue práticas já adotadas por países como Estados Unidos e França, que aplicam ajustes sazonais para eliminar distorções causadas por movimentos recorrentes nos preços, típicos de determinadas épocas do ano.











