O setor privado dos Estados Unidos (EUA) criou 38 mil vagas de trabalho em agosto, segundo o relatório da Automatic Data Processing (ADP), divulgado nesta quarta-feira (2). O resultado ficou abaixo da expectativa média de analistas, de 47 mil novos postos, sinalizando um ritmo de contratação inferior ao projetado.
O número também representa uma desaceleração em relação a julho. O total de vagas daquele mês, inicialmente estimado em 44 mil, foi revisado para 46 mil.
Segundo Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o resultado reforça a percepção de que o mercado de trabalho americano continua crescendo, mas em um ritmo mais moderado, indicando uma desaceleração da atividade.
Após a divulgação, os juros dos Treasuries recuam levemente, inclusive nos títulos de dez anos.
Salários avançam em ritmo maior
Enquanto a criação de empregos perdeu força, os salários apresentaram aceleração nos Estados Unidos. A remuneração bruta aumentou 4,7% em agosto, na comparação anual, ante crescimento de 4,4% em julho.
Entre os profissionais que trocaram de emprego, o avanço foi ainda maior: os salários ficaram 7,3% acima dos registrados um ano antes, contra alta de 7% no mês anterior.
Serviços compensam perdas na indústria dos EUA
A abertura de vagas ficou concentrada no setor de serviços, responsável pela criação de 48 mil postos em agosto. Já a indústria, que inclui manufatura, construção e mineração, eliminou 10 mil empregos.
Dentro desse grupo, a indústria de transformação foi responsável pelo fechamento de 17 mil vagas. O segmento de extração e mineração reduziu outros 5 mil postos. No sentido contrário, a construção abriu 12 mil empregos.











