A Procuradoria-Geral da República (PGR) assinou um acordo de delação premiada com João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, segundo informação publicada pelo colunista Fausto Macedo, do Estadão, nesta quarta-feira (2).
Nos depoimentos já prestados e nas informações entregues aos investigadores, Mansur forneceu novos detalhes sobre crimes financeiros envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. Ele também delatou outros personagens que, segundo as informações apresentadas, estariam envolvidos no esquema.
O acordo é o primeiro firmado pela PGR no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. Procurada pela coluna, a defesa de Mansur não se manifestou.
Acordo de João Carlos Mansur será analisado por André Mendonça
O acordo de delação foi encaminhado pela PGR ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Nos próximos dias, o ministro deve marcar uma audiência para ouvir Mansur sobre a espontaneidade da colaboração e verificar se o acordo atende aos critérios previstos em lei.
Depois dessa análise, Mendonça decidirá se homologa a delação. A homologação representa o aval jurídico para que o acordo possa ser utilizado como meio de prova no processo. Caso seja homologado, Mansur passará a ser oficialmente considerado colaborador.
Proposta previa 17 temas e multa de R$ 40 milhões
Na última quarta-feira (26), uma reportagem do UOL revelou que a proposta de delação apresentada por Mansur contemplava ao menos 17 temas diferentes em um acordo que também previa uma multa de R$ 40 milhões.
A colaboração ocorre enquanto Daniel Vorcaro tenta retomar as conversas para uma terceira proposta de delação premiada. O banqueiro mudou sua equipe de defesa com esse objetivo, mas os investigadores não demonstraram interesse no assunto.











