O dólar fechou esta terça-feira (22) em queda de 0,11%, a R$ 5,10, em meio à queda do petróleo e às expectativas sobre as conversas entre Estados Unidos e Irã.
O petróleo, que operava em leve alta, passou a recuar após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que uma delegação americana havia se reunido com representantes do Irã à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Segundo operadores, as declarações de Trump favoreceram ativos de risco, incluindo o real, ao reduzir parte das preocupações com os preços de energia.
As cotações internacionais do petróleo registraram a quinta queda consecutiva. O contrato do Brent para novembro fechou em baixa de 1,09%, a US$ 99,25 por barril, abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 9 de setembro.
Em fala ao Broadcast, o head de Tesouraria do BS2, Ricardo Chiumento, disse que a possibilidade de avanço nas conversas entre EUA e Irã contribuiu para melhorar o ambiente para ativos de risco. “Essas declarações trouxeram algum ânimo a ativos de risco, o que favoreceu a Bolsa e o real”, afirmou.
No mercado externo, porém, o dólar manteve alta diante de algumas moedas. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,10% por volta das 17h, aos 100,526 pontos, após atingir 100,703 pontos durante a sessão.
Juros dos EUA mantêm dólar no radar
A política monetária americana continua entre os fatores observados pelo mercado de câmbio. O Federal Reserve (Fed) elevou os juros na semana passada, e dirigentes da instituição indicaram que uma nova alta ainda pode ocorrer.
Thomas Barkin, presidente do Fed de Richmond, e Susan Collins, presidente do Fed de Boston, reiteraram que a inflação continua sendo uma preocupação para a autoridade monetária americana. Segundo Collins, uma taxa de juros “um pouco mais restritiva” pode contribuir para levar a inflação à meta de 2%.
Cenário eleitoral e Copom seguem no radar
No Brasil, o mercado também acompanha as expectativas relacionadas à eleição presidencial. A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (21) mostrou Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto contra 41% de Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, caracterizando empate técnico. Segundo operadores, a ausência de novidades relevantes na corrida presidencial fez com que o comportamento do câmbio permanecesse mais ligado aos movimentos externos.
A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta semana, também permanece no radar. O Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano na reunião da semana passada e manteve aberta a possibilidade de novos cortes.











