O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou a última sexta-feira (13) em leve queda de 0,43%, aos 137.212,63 pontos, impactado pelo aumento das tensões no Oriente Médio entre Iraque e Irã.
O conflitos afetaram os preços do petróleo, que fecharam acima de 7%. Esse movimento favoreceu a Petrobras, que ajudou a minimizar as perdas do índice. As ações ON subiram 2,13% e as preferenciais avançaram 2,46%.
O mercado internacional inicia a semana de olho nas atualizações do conflito no Oriente Médio, que escalou um novo patamar durante o final de semana e deve aumentar o clima de aversão ao risco e pressão inflacionária às vésperas da decisão de política monetária dos Estados Unidos, nesta super quarta.
Outros Bancos Centrais também divulgam sua decisão sobre os juros nesta semana, incluindo Japão (BoJ), o Banco Central Europeu (BoE), a China (PBoC) e o Banco Central turco, todos com expectativa de manutenção das taxas.
A China divulgou neste domingo seus dados sobre a produção industrial, que desacelerou em maio, e sobre as vendas no varejo, que apresentaram um crescimento robusto desde dezembro de 2023, impulsionadas por feriados e programas de incentivo ao consumo.
Esses indicadores, juntamente com dados econômicos dos EUA, influenciaram os preços do petróleo para baixo, devido a preocupações sobre a demanda da economia chinesa, que enfrenta recuperação econômica irregular e pressão sobre o setor imobiliário.
No Brasil, a decisão sobre a política monetária também será divulgada nesta quarta-feira (18), porém ainda em clima de incerteza sobre o encerramento do ciclo de alta da Selic.
À espera da super quarta, a crise do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ainda segue no radar, com a ameaça da Câmara de votar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que visa anular o aumento do imposto, cujas medidas têm sido amplamente rejeitadas por diversas bancadas.
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Manchetes desta manhã
- Decisão do STF pode custar R$ 35,4 bilhões à União (Valor)
- Agências reguladoras perdem 41% da verba em uma década (Estadão)
- Nova ferramenta do BC seguirá dinheiro levado em golpe do Pix (Folha)
- Câmara vota nesta segunda urgência para projeto que derruba novo decreto do IOF (O Globo)
- Empresas vencem nos tribunais exclusão do ISS do PIS e da Cofins (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa iniciaram a semana em alta, na expectativa de uma série de reuniões dos Bancos Centrais, e o encontro do G7, no Canadá. BoJ, BoE, Norges Bank, Riksbank e Banco Nacional Suíço reportarão a partir desta terça-feira (17).
Na Ásia, os índices encerraram o pregão desta segunda-feira em terreno positivo, buscando a estabilidade, apesar dos dados sobre a produção industrial da China.
Em Nova York, os índices futuros abriram em alta, buscando recuperação apesar das tensões no Oriente Médio e manifestações das políticas de imigração nos EUA.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro +0,5%
• FTSE 100 +0,4%
• CAC 40 +0,7%
• Nikkei 225 +1,3%
• Hang Seng +0,7%
• Shanghai SE Comp. +0,3%
• MSCI World +0,1%
• MSCI EM +0,6%
• Bitcoin +2,3% a US$ 107127,81
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Commodities
- Petróleo: cai com preocupações sobre demanda da China e dados econômicos dos EUA. O Brent para agosto recua 0,51%, a US$ 73,85 e o WTI para julho cai 0,45%, a US$ 70,97.
- Minério de ferro: fechou em alta de 0,21% em Dalian, na China, cotado a US$ 98,12/ton. Em Singapura, os contratos futuros sobem 0,11%, cotados a US$ 93,95/ton e o mercado à vista recua 0,11%, cotado a US$ 95,00/ton.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, a agenda do dia divulga o relatório mensal sobre o mercado de petróleo, pela Opep.
Diante dos conflitos no Oriente Médio, o presidente Donald Trump disse que Israel e Irã “deveriam chegar a um acordo, e vão chegar a um acordo”.
Na China, as vendas no varejo cresceram 6,4% em maio, na comparação anual, e a produção industrial teve um avanço de 5,8%. Já a produção industrial ficou aquém das expectativas, indicando desafios no setor manufatureiro.
Cenário nacional
No Brasil, a semana começa com a divulgação do tradicional Boletim Focus e do IBC-Br de abril, que será divulgado às 9h pelo Banco Central. A projeção do BTG Pactual aponta para uma queda de 0,20% na comparação anual e alta de 1,80% na anual.
De volta ao cenário fiscal, o presidente Lula chamou o presidente da Câmara, Hugo Motta, no sábado para pedir atualizações sobre o pacote fiscal. No encontro, Motta transmitiu queixa dos parlamentares sobre demora na execução das emendas parlamentares.
Motta informou que vai pautar hoje o requerimento de urgência para o projeto que suspende o novo decreto do IOF.
Na agenda do dia, Lula viaja para Calgary, no Canadá, onde participará do G7. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entra em férias.
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Destaques no mercado corporativo
- Méliuz: definiu em R$ 7,06 o preço por ação em follow-on, captando R$ 180,1 milhões.
- JBS: negociou US$ 285 milhões em ações em NY e BDRs no Brasil na sexta-feira (13), dia de estreia da dupla listagem, segundo o Valor Pro.
- Minerva: vendeu unidade em Colônia, no Uruguai, para Allana por US$ 48 milhões.
- BRF e Marfrig: no voto à distância, os acionistas minoritários aprovaram a fusão das empresas, publicou o site Pipeline. A assembleia acontece nesta quarta-feira (18).
- Cemig: anunciou que pagará R$ 1,8 bilhão em proventos referentes ao exercício do ano passado, com pagamento previsto para 30 de junho.












