O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, interrompeu a sequência de quedas e encerrou o pregão desta terça-feira(29) em alta de 0,45%, aos 132.725 pontos, impulsionada pelo otimismo do mercado relacionado às negociações comerciais com os Estados Unidos.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que as medidas anunciadas pelo governo brasileiro serão uma “reação”, não uma “retaliação” à tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
A recuperação do índice também foi sustentada pelo desempenho da Petrobras, que acompanhou a alta de mais de 3% do petróleo em Londres e Nova York. As ações PETR3 subiram 1,63% e PETR4 valorizaram 1,31%.
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No mercado internacional, toda atenção está voltada para esta super quarta, quando serão divulgadas as decisões de política monetária dos Estados Unidos, do Brasil, e mais tarde, do Japão.
Para os juros dos EUA, embora a expectativa seja de manutenção na faixa de 5,25% a 5,50%, o mercado ficará atento ao discurso de Jerome Powell após a divulgação. O presidente do Federal Reserve (Fed), não deve se curvar às pressões do governo, mas esperar pelos impactos da negociação final das tarifas para anunciar um corte nos juros.
Ainda na agenda econômica americana, dois indicadores serão divulgados antes da decisão de política monetária: o relatório de emprego da ADP e o PIB do segundo trimestre.
No Brasil, a expectativa também é de manutenção da taxa de juros em 15% ao ano. Na última reunião, o Copom sinalizou que interromperá o ciclo de elevações, após avaliar os efeitos do ciclo na economia.
Na agenda dos indicadores domésticos, o déficit do Governo Central em junho é destaque, apesar de o protagonismo do dia continuar com as negociações comerciais com os EUA.
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Manchetes desta manhã
- Casa Branca poderá isentar produtos agrícolas não cultivados nos Estados Unidos (Valor)
- EUA admitem isentar café e cacau, e Brasil sinaliza debater regulação de big techs (O Globo)
- Tsunami atinge regiões do Japão e da Rússia após terremoto de magnitude 8,8 (Folha)
- Líder do governo no Senado, Jaques Wagner descarta conversa entre Lula e Trump até 1º de agosto (Estadão)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam com desempenho misto, com dados de lucros e crescimento da zona do euro.
O acordo com os EUA impulsionou o otimismo entre empresas europeias, refletindo-se no sentimento corporativo regional. No entanto, a natureza volátil das negociações conduzidas por Trump já impactou anteriormente os lucros e projeções de crescimento das companhias.
Na Ásia, os índices encerraram o pregão desta quarta-feira sem uma direção definida, após uma nova rodada de conversas entre China e EUA.
As autoridades comerciais dos EUA e da China discutiram uma possível extensão da trégua tarifária, após dois dias de negociação. A solução envolveria prorrogar a pausa nas tarifas por mais três meses.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que os dois lados tiveram conversas produtivas, mas que ainda existem detalhes técnicos e que dependem do governo chinês.
Em Nova York, os índices futuros seguem em alta com atenções voltados para a decisão de política monetária do Fed e resultados das big techs, Meta e Microsoft.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro +0,1%
• STOXX 600 +0,1%
• FTSE 100 -0,2%
• Nikkei 225 estável
• Shanghai SE Comp. +0,2%
• MSCI EM estável
• Dollar Index estável
•Yield 10 anos estável a 4,3243%
• Bitcoin +0,7% a US$ 118307,5
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Commodities
- Petróleo: cai com riscos de oferta após ultimato de Trump à Rússia. Tarifas secundárias de 100% serão impostas se o país não fizer progressos no fim da guerra dentro de 10 a 12 dias, em vez do prazo anterior de 50 dias.
O Brent/set cai 0,44%, cotado a US$ 72,19 o barril e o WTI/set recua 0,46%, a US$ 68,89 - Minério de ferro: fechou em queda de 0,44% em Dalian, na China, cotado a US$ 109,94. Os contratos futuros têm baixa de 0,8% em Singapura, cotados a US$ 101,95 mil.
Cenário internacional
Nos EUA, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou ontem o relatório Perspectivas da Economia Mundial, informando que revisou para cima as projeções para a economia mundial, a despeito dos efeitos da guerra comercial. Segundo o documento, o crescimento será de 3% em 2025 e de 3,1% em 2026.
Na agenda econômica, destaque para a leitura preliminar do PIB do segundo trimestre e o relatório sobre a criação de empregos em julho.
Na zona do euro, saiu a primeira leitura do PIB, que cresceu 0,1% no segundo trimestre, acima do consenso de estabilidade, e após 0,6% no trimestre anterior. Para hoje, está previsto ainda o dado de confiança do consumidor de julho.
No setor corporativo, o mercado acompanhará os resultados da Microsoft, Meta e Qualcomm.
Cenário nacional
No Brasil, as negociações comerciais com os Estados Unidos continuam no foco. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano de contingência do governo para enfrentar possíveis tarifas maiores inclui socorro a empresas afetadas.
Em entrevista à CNN, ele disse que também são estudadas medidas estruturantes para fortalecer exportações e diversificar parcerias comerciais.
A ministra Simone Tebet afirmou que o governo brasileiro aguardará até 1º de agosto para decidir como reagir à tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, com medidas já preparadas.
Entre os indicadores importantes, destaque para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de julho, que serve como referência para contratos de aluguel e outros reajustes. Também estão previstos a confiança de serviços de julho e o fluxo cambial.
Na seara corporativa, o dia também tem balanços importantes, como o do Bradesco, TIM e Ecorodovias.
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Destaques no mercado corporativo
- Petrobras: informou ontem que sua produção de petróleo no Brasil cresceu 7,6% entre abril e junho ante igual período do ano passado.
- Santander: reportou um lucro de R$ 3,65 bilhões no segundo trimestre de 2025, alta de 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
- Banco do Brasil (BB): atinge R$ 6 bilhões em contratações do novo consignado privado desde março, com 600 mil operações e tíquete médio de R$ 10,1 mil.
- Ambipar: a CVM conclui que não há obrigatoriedade de OPA após aumento de participação acionária na empresa.
- Simpar: Ciclus Rio, controlada da Simpar, recebe R$ 50 milhões do BNDES via Fundo Clima para financiamento em gestão de resíduos.
