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Morning Call: Mercado de olho no discurso de Donald Trump nos EUA e dados de inflação no Brasil

Redação Por Redação
27/jan/2026
Em Mercados, Notícias
Morning Call:

Imagem: Divulgação

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o pregão desta segunda-feira (26) em baixa de 0,08%, aos 178.720,68 pontos, após o índice renovar máximas históricas, tanto intradiárias quanto de fechamento, na semana passada.

A cautela dos investidores à espera das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos também pressionou o desempenho do índice.

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Entre os destaques do Ibovespa, as ações da Petrobras avançaram 0,34% (ON) e 0,91% (PN), mesmo diante da queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Já a Vale, amargou queda de 2,29%, acompanhando o desempenho negativo do setor metálico ao longo da sessão.

No setor financeiro, destaque para Itaú Unibanco (ITUB4), que encerrou o dia com ganho de 1,33%, limitando maiores perdas do índice.

Entre as maiores altas do dia figuraram Localiza, com avanço de 3,59%, e WEG, com 3,49%. Já entre as principais quedas apareceu a MBRF, com recuo de 3,57%.

No câmbio, o dólar fechou em queda de 0,12% frente ao real, cotado a R$ 5,28, no menor nível desde novembro. A queda refletiu o enfraquecimento da moeda americana e a manutenção do carry trade atrativo no Brasil.

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No cenário internacional, o mercado inicia esta terça-feira (27) com expectativa pelo “grande pronunciamento” do presidente Donald Trump sobre a situação econômica do país, anunciado junto com o tema da acessibilidade de custos (affordability) em coletiva no final da tarde pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de um novo shutdown do governo dos Estados Unidos a partir de sábado adiciona um elemento extra de incerteza ao ambiente global. As apostas em uma nova paralização saltaram de 9% na sexta-feira para 81% ontem, na plataforma Polymarket, enquanto na Kalshi a expectativa subiu para 78%.

No front político internacional, crescem as tensões nos EUA, onde parlamentares democratas avaliam impor mudanças nas operações de segurança interna em resposta a conflitos em Minneapolis e às controversas ações da agência de Imigração e Alfândega (ICE).

A semana será marcada por eventos como a divulgação dos balanços das big techs, as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), além das discussões sobre a sucessão de Jerome Powell no comando do Fed. Também pesam no cenário a intensificação da guerra tarifária, agora com reflexos sobre a Coreia do Sul.

No Brasil, o radar econômico está voltado para a divulgação do IPCA-15, considerado termômetro da inflação antes do índice oficial, assim como para os dados corporativos de produção e vendas que saem após o fechamento do mercado.

Enquanto isso, o caso Master continua dominando o noticiário político. Novas publicações na mídia, segundo o BDM by Picpay, revelam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, em dezembro de 2024, de uma reunião com o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, fora da agenda oficial do Palácio do Planalto.

O encontro teria sido articulado pelo ex-ministro Guido Mantega e contou com a presença de Gabriel Galípolo, hoje presidente do Banco Central. Na ocasião, Vorcaro apresentou preocupações sobre “concentração bancária” e os desafios da instituição, mas Lula orientou que o tema fosse tratado tecnicamente pelo Banco Central.

No Congresso, a bancada do partido Novo acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) contra o ministro do STF Dias Toffoli, acusando-o de “interferência atípica” no andamento do caso.

Em meio ao turbilhão de acusações e rebatimentos, o Banco de Brasília (BRB) negou determinação formal do Banco Central para a constituição de uma provisão contábil de R$ 2,6 bilhões relacionada à aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, afirmando que as operações ainda estão em análise técnica, contábil e regulatória.

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Manchetes desta manhã

  • Receita Federal confirma tributação antecipada do IRPJ (Valor)
  • Master pagou por consultoria de escritório de Lewandowski quando ele era ministro da Justiça (Folha)
  • Índia e UE fecham acordo de livre comércio histórico (Estadão)
  • Ministro do TCU que declarou guerra ao BC vai analisar pedido para investigar diretor (O Globo)
  • Sistemas geram notas fiscais com erro no cálculo do IBS e CBS (Valor)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam mistas, mas com viés positivo, após um acordo histórico com a Índia, que envolve cerca de 25% do PIB global e um terço do comércio mundial, ajudando a aliviar parte das preocupações com tensões comerciais, apesar de novas ameaças tarifárias dos EUA contra a Coreia do Sul e o Canadá.

Na Ásia, os mercados fecharam em alta nesta terça-feira, acompanhando o desempenho positivo de Wall Street na véspera, com destaque para a Coreia do Sul, onde o Kospi registrou forte alta de 2,73% após o governo afastar preocupações sobre possíveis aumentos de tarifas.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,77%, embora os ganhos tenham sido limitados pela valorização do iene, que tende a afetar negativamente as exportadoras. Já na China, o Shanghai Composite avançou 0,18% e o Shenzhen fechou em leve alta de 0,09%; enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, fechou em forte alta de 1,35%.

Em Nova York, os índices futuros abriram sem direção definida, com investidores à espera da decisão de juros do Fed e dos resultados das big techs, que devem testar o fôlego da alta recente do mercado, puxada pela inteligência artificial.

Confira os principais índices do mercado:

• S&P 500 Futuro: +0,26%
• FTSE 100: +0,6%
• CAC 40: : +0,13%
• Nikkei 225: +0,77%
• Hang Seng: +1,35%
• Shanghai SE Comp: +0,18%
• Ouro (fev): +0,16%, a US$ 5.090,3 por onça troy
• Índice do dólar (DXY): +0,07%, aos 97,108 pontos
• Bitcoin: +0,02% a US$ 87.904,3

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Commodities

  • Petróleo: após fecharem em queda e com forte volatilidade na véspera, os contratos futuros operam em leve alta. O movimento reflete os impactos da intensa tempestade de inverno que atingiu o Golfo dos EUA, interrompendo parte da produção de refinarias na região.

    A recuperação, no entanto, é moderada pela retomada do fornecimento do Cazaquistão, que ajuda a equilibrar a oferta global.

    O Brent/março avança 0,17%, negociado a US$ 65,76 e o WTI/março opera em leve alta de 0,24%, a US$ 60,87.

  • Minério de ferro: fechou em queda de 0,51% em Dalian, na China, negociado a US$ 113,31.

    Segundo analistas, o mercado considera a possibilidade de uma oferta acima das expectativas.

Cenário internacional

Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação do índice mensal de Confiança do Consumidor e os dados da ADP sobre a variação semanal do emprego no setor privado.

Ao longo do dia, o presidente Donald Trump também fará um discurso no estado de Iowa, que pode trazer novos sinais sobre a condução da política econômica.

Na véspera, Trump anunciou a elevação para 25% das tarifas sobre importações da Coreia do Sul ligadas aos setores automotivo, de madeira e farmacêutico. O presidente acusou o país asiático de descumprir termos do acordo comercial firmado com Washington, reacendendo preocupações com a escalada da guerra tarifária.

No campo geopolítico, a Coreia do Norte voltou ao centro das atenções após realizar o segundo lançamento de mísseis balísticos do ano. A Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmou que objetos caíram no mar, reforçando o clima de tensão na região.

Já no comércio internacional, Índia e União Europeia anunciaram um acordo comercial após cerca de duas décadas de negociações intermitentes. O objetivo é reduzir a dependência de uma relação considerada instável com os Estados Unidos. A expectativa é que as exportações da União Europeia para a Índia dobrem até 2032, com a eliminação ou redução de tarifas sobre 96,6% dos bens comercializados em valor.

O mercado também monitora a temporada de balanços nos Estados Unidos, com a divulgação dos resultados de empresas como Boeing, American Airlines e General Motors, que podem influenciar o humor dos investidores ao longo do pregão.

Cenário nacional

No Brasil, o principal destaque da agenda doméstica é a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, que deve registrar alta de 4,56% em janeiro na comparação anual, segundo as projeções do mercado.

No recorte mensal, a expectativa é de variação de 0,25%. Na leitura anterior, o índice havia marcado 4,41% em 12 meses e 0,25% no mês.

Também entra no radar o início das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Nesta terça-feira, os diretores do Banco Central participam do primeiro dia de debates, enquanto a decisão sobre a taxa básica de juros será anunciada amanhã.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja nesta terça-feira para a Cidade do Panamá, com embarque previsto para as 13h30.

Enquanto isso, o chefe do Executivo participa do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, que acontece nos dias 28 e 29 de janeiro, reunindo líderes políticos e empresariais da região.

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Destaques do mercado corporativo

  • Vale: a Prefeitura de Congonhas suspendeu alvarás de unidades; a empresa mantém guidances apesar de autuações ambientais.
  • União Pet.: o Conselho aprovou R$ 25,9 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,030 por ação.
  • Energisa: a ARSP homologou queda média de 2,47% nas tarifas da ES Gás a partir de 1º de fevereiro.
  • Vix Logística: anunciou sua 10ª emissão de debêntures de R$ 300 milhões, com prazo de seis anos e DI + 1,25% ao ano.
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