A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,21% na primeira prévia de junho, após registrar alta de 0,27% na primeira prévia de maio, apontam dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) nesta quinta-feira (11).
O resultado foi sustentado pelo alívio dos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que passaram de 0,18% para 0,09% na comparação mensal.
Conhecido como uma das principais referências para reajustes de contratos de aluguel e outros acordos indexados à inflação, o IGP-M é formado por três índices: o IPA, que mede os preços no atacado; o IPC, que acompanha a inflação ao consumidor; e o INCC, que monitora a evolução dos custos da construção civil.
Atacado alivia pressão sobre a inflação – IGP-M
O principal destaque nesta leitura veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que acompanha os preços no atacado e tem peso de 60% na composição do IGP-M. O indicador subiu 0,09% na primeira prévia de junho, ante alta de 0,18% na primeira prévia do mês passado.
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Por ter o maior peso na formação do índice, a aceleração do IPA foi o principal fator por trás da manutenção do IGP-M em terreno positivo no início deste mês.
Inflação ao consumidor também recua
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-M e que mede a evolução dos preços pagos pelas famílias, subiu 0,32% na primeira prévia de junho.
Na leitura equivalente de maio, o indicador havia avançado 0,41%, indicando uma intensificação da inflação ao consumidor no período.
Custos da construção seguem em alta
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que responde pelos 10% restantes do IGP-M, registrou alta de 0,77% na primeira prévia de junho.
O resultado ficou acima da elevação de 0,64% observada na primeira prévia de maio, mostrando continuidade da pressão nos custos do setor de construção civil.











