Após o tombo da véspera, o Ibovespa futuro avança em um movimento de recuperação como no exterior e os investidores repercutem a prévia da inflação de setembro- Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) -que veio acima das expectativas do mercado.
O IPCA-15 caiu 0,37% enquanto o mercado estimava deflação de 0,19% e em 2022 acumula alta de 4,63%.
Além disso, os investidores também digerem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 20 e 21, um pouco mais hawkish em que sinalizou que ficará em alerta e não hesitará em retomar a elevação dos juros.
Apesar da melhora do mercado global, ainda fica no radar o cenário de recessão nas maiores economias do mundo.
Às 09h50 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em outubro subia 1,76%, aos 111.050 pontos. Os futuros norte-americanos e as bolsas europeias tinham ganho. Na Ásia, os índices fecharam em queda.
Os analistas da Commcor Corretora comentaram que o documento do BC mostrou que “o colegiado avaliará manter a taxa de juros por um período suficientemente prolongado nestes patamares [13,75% ao ano] e que a entidade não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso as condições o façam necessário, defendendo também que o risco de desaceleração global cresceu em meio às políticas ainda mais restritivas no exterior”.
Para Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, a ata apresentou um tom mais hawkish que o comunicado apesar de ter optado em não alterar a taxa. “A discussão para a elevação do juro em mais 0,25 ponto percentual foi intensa”.
Em relação ao IPCA-15, Sanchez disse que “os dados surpreenderam ao exibir intensa deflação de 0,37%, muito além da mediana das projeções e da estimativa da Ativa -0,17%”.
Soraia Budaibes / Agência CMA
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