O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (8) em alta de 2,12%, aos 136.231,90 pontos, atingindo o maior nível para fechamento desde 5 de setembro.
Durante o dia, o índice atingiu um patamar histórico, ao avançar 3%, aos 137.634,57 pontos, impulsionado pela decisão de política monetária do Copom, na véspera, e pela temporada de balanços corporativos, que mantiveram diversas ações entre as maiores altas do índice.
Entre esses resultados, destaque para o Bradesco. As ações ON (BBDC3) subiram 14,04% e as ações PN (BBDC4) avançaram 15,64%, liderando a ponta positiva do ranking desde o início da sessão, ao contrário das ações da Minerva, que despencaram 7,69%, no pior desempenho do pregão, apesar dos bons resultados do 1º trimestre.
No mercado internacional, esta sexta-feira (9) será de expectativas para o início das negociações comerciais entre China e Estados Unidos neste final de semana, que poderá servir como padrão para os acordos posteriores.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
Às vésperas desse acordo histórico, surgiu na Suíça (onde representantes comerciais dos dois países se encontram) a informação de que Trump pode reduzir em mais da metade a tarifa contra as importações chinesas, podendo elevar o ânimo dos mercados globais.
Na quinta-feira, aconteceu o acordo entre os EUA e o Reino Unido, quando foi mantida a tarifa de 10% para veículos do Reino Unido sobre uma cota de 100 mil unidades e zerou os 25% sobre o aço e o alumínio. O acordo também previa o aumento do acesso à carne bovina e ao etanol norte-americanos, além de reduzir as barreiras não-tarifárias.
- Crédito com as menores taxas do mercado. Simule um empréstimo com home equity agora.
No Brasil, o destaque do dia segue com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que deve confirmar nova perda de fôlego da inflação na margem.
Segundo projeção dos economistas, o índice deve mostrar uma desaceleração de 0,56% em março para altas entre 0,38% e 0,44%, devido à queda dos combustíveis e das passagens aéreas.
Ontem, o dólar fechou abaixo de R$ 5,70, refletindo o impacto do acordo entre EUA e Reino Unido. Uma reportagem da Bloomberg afirma que uma mudança global para contornar o dólar ganha força na Ásia.
Bancos e corretoras estariam monitorando uma demanda crescente por derivativos de moeda que não dependem do dólar. As empresas estariam evitando a moeda americana e optando por moedas como o yuan, o dólar de Hong Kong, o dirham dos Emirados e o euro.
Manchetes desta manhã
- Copom e acordo EUA-Reino Unido animam mercado (Valor)
- Uso de dinheiro público para ressarcimento a aposentados do INSS vira foco de tensão no Planalto (Folha)
- Em dois anos, 6 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema no Brasil, diz FGV (O Globo)
- Banco Master pede dinheiro ao fundo garantidor para conseguir rolar dívidas (Estadão)
- Pátria vai vender ações da Smart Fit em ‘block trade’, (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam em alta, com expectativa de acordos comerciais e a possibilidade de um novo corte de juros em junho, como sugeriu o conselheiro Olli Rehn, caso projeções confirmem perspectiva de desinflação e desaceleração do crescimento.
O índice DAX da Alemanha bateu recorde de março, revertendo as perdas provocadas pela guerra comercial.
Na Ásia, os mercados em Japão e Taiwan se destacaram no fechamento, em meio ao otimismo em relação aos acordos entre os EUA e a China neste final de semana.
Em Nova York, os índices futuros abriram de forma mista, na expectativa das negociações das duas maiores economias globais.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro +0,3%
• STOXX 600 +0,5%
• FTSE 100 +0,5%
• Nikkei 225 +1,6%
• Shanghai SE Comp. -0,3%
• MSCI EM +0,5%
• Dollar Index -0,2%
• Yield 10 anos estável a 4,3804%
• Bitcoin +0,4% a US$ 102998,75
- 🔥 Seu dinheiro pode render mais! Receba um plano de investimentos gratuito, criado sob medida para você. [Acesse agora!]
Commodities
- Petróleo: sobe e deve registrar ganhos semanais às vésperas das negociações entre EUA e China. O brent/julho sobe 1,91%, a US$ 64,04 e o WTI/junho avança 2,12%, a US$ 61,18.
- Minério de ferro: futuro do minério de ferro tem alta de 0,8% em Singapura, a US$ 97,25 a tonelada.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, diversos membros do Fed falam ao longo do dia, como Michael Barr, John Williams, Christopher Waller e Lisa Cook.
Entre os indicadores econômicos importantes da próxima semana, destaque para a inflação ao consumidor (CPI) dos EUA na terça-feira (13), relatório mensal da Opep+ na quarta-feira (14) e PIB da Zona do Euro na quinta-feira (15).
Hoje, às 22h30, saem dados de inflação da China, que traz destaque sobre a balança comercial. As exportações cresceram 8,1% em abril e as importações recuaram 0,2%, em base anual. Os dados vieram acima do esperado pelo mercado, de alta de 2,5% e queda de 5,5%, respectivamente.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda do dia revela os dados do IPCA de abril, às 9h, com projeção do BTG Pactual de alta de 0,45% na comparação mensal e de 5,55% na anual.
Entre os compromissos do dia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de evento na B3, a partir das 9h30 e o presidente Lula segue em viagem na Rússia, onde participa hoje de almoço com o Vladimir Putin.
Em Brasília, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) fará primeira audiência pública para debater projeto de lei que dá continuidade à reforma tributária.
Na próxima semana, a agenda tem ata do Copom na terça-feira (13), volume de serviços de março na quarta-feira (14) e vendas no varejo na quinta-feira (15).
- 🔥 Quem tem informação, lucra mais! Receba as melhores oportunidades de investimento direto no seu WhatsApp.
Destaques no mercado corporativo
- Itaú: teve lucro líquido recorrente de R$ 11,13 bilhões no 1º trimestre, alta de 2,2%.
- CSN: teve prejuízo de R$ 732 milhões no 1º trimestre, alta de 52,5% na comparação anual.
- Assaí: lucrou R$ 117 milhões no 1º trimestre, aumento de 95%.
- Magazine Luiza: teve lucro de R$ 12,8 milhões, queda de 54%.
- Cemig: lucro caiu 9,9% no 1º trimestre, para R$ 1,04 bilhão.
- Suzano: lucrou R$ 6,3 bilhões no 1º trimestre, bem acima dos R$ 220 milhões um ano antes.
Acompanhe as principais notícias do mercado financeiro nesta sexta-feira também no Podcast Café do Mercado, uma produção do Monitor do Mercado, e apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
O episódio de hoje já está no ar, nas principais plataformas de podcasts. Basta clicar na sua plataforma preferida para ouvir: Spotify; Deezer; Amazon Music; Podcasters. Ou ouvir clicando abaixo:












