O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta sexta-feira (23) a aplicação de uma tarifa fixa de 50% sobre produtos da União Europeia (UE) a partir de 1º de junho.
A declaração foi feita na rede social Truth Social, onde Trump afirmou que o bloco europeu “foi criado para tirar vantagem dos americanos no comércio” e que as negociações com a UE “não estão levando a lugar nenhum”.
Segundo ele, o déficit comercial com os países europeus ultrapassa US$ 250 bilhões por ano, impulsionado por barreiras comerciais, manipulação cambial e processos contra empresas americanas.
Trump ainda destacou que produtos fabricados nos Estados Unidos estariam isentos da tarifa.
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Trump ameaça Apple por produção fora dos EUA
Além da União Europeia, Trump também direcionou críticas à Apple, empresa norte-americana de tecnologia. Ele ameaçou aplicar uma tarifa de 25% sobre os iPhones fabricados fora dos Estados Unidos.
O republicano afirmou que, caso a Apple continue produzindo seus aparelhos na Índia ou em outros países, deverá pagar a tarifa extra para vender nos EUA.
A declaração veio após reportagem do Financial Times indicar que a Apple pretende expandir sua produção na Índia.
Fed alerta para riscos à cadeia de suprimentos
A proposta de elevar tarifas comerciais foi comentada por Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve de Chicago. Ele afirmou à CNBC que tarifas de 50% representam um “nível assustador” e podem causar rupturas nas cadeias de suprimento globais, como ocorreu durante a pandemia.
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Segundo Goolsbee, os empresários têm dificuldade em tomar decisões de investimento diante de mudanças frequentes nas políticas comerciais. Para ele, uma tarifa mais baixa, de cerca de 10%, teria impacto mais contido, semelhante ao observado em 2018.
Tesouro dos EUA defende postura
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, defendeu as declarações de Trump. Em entrevista à Fox News, afirmou que a proposta de tarifa é uma reação à postura da UE, que “tem dificuldade em agir em conjunto”.
Bessent também comentou que Trump espera que empresas como a Apple ajudem a reconstruir a cadeia doméstica de semicondutores nos EUA, parte da estratégia de reindustrialização do país.












