O maior gasto de uma viagem, depois da passagem e da hospedagem, é quase sempre a alimentação. O ciclo de café da manhã de hotel, almoço em restaurante turístico e lanches caros na rua pode facilmente dobrar o custo total do seu passeio.
A solução para viajar mais e gastar menos está na sua preparação. Montar uma “sacola econômica” antes de sair de casa é o segredo. Com um kit inteligente de alimentos comprados no supermercado, você foge das armadilhas para turistas e garante uma economia enorme sem abrir mão de se alimentar bem.
Qual é o objetivo principal da “sacola econômica”?
O objetivo da sacola econômica não é te impedir de provar a culinária local, mas sim cobrir os pontos de maior gasto e menor valor agregado. Ela serve para resolver o café da manhã (evitando o buffet caro do hotel), os lanches durante os passeios (fugindo dos salgadinhos superfaturados) e, em alguns casos, permitir um almoço leve e barato, como um piquenique no parque.
Ao cobrir essas pequenas refeições, você libera seu orçamento para investir em um jantar especial ou em uma experiência gastronômica que realmente valha a pena, em vez de pulverizar seu dinheiro com comidas caras e sem graça.

Os carboidratos: qual a base versátil para lanches e refeições rápidas?
A base da sua sacola deve ser um carboidrato versátil, que não amassa facilmente na mala e serve tanto para o café da manhã quanto para um lanche reforçado.
As melhores opções são o pão de forma integral ou as tortillas de trigo (tipo Rap10). Ambos são leves, compactos e servem como uma tela em branco para recheios doces ou salgados, desde um simples patê até uma pasta de amendoim.
As proteínas: como garantir a saciedade sem precisar de geladeira?
Para garantir a saciedade e evitar a fome que te leva a gastar por impulso, é essencial ter fontes de proteína práticas e que não precisem de refrigeração constante.
As opções mais inteligentes para a sua sacola de viagem são as versões em lata de atum ou sardinha (em porções individuais para não ter sobras), sachês de patês variados ou até mesmo barras de proteína, se você encontrar em uma boa promoção.
Os lanches: como fugir das tentações caras durante os passeios?
Em vez de pagar uma fortuna por um pacote de batatas fritas ou um chocolate em um ponto turístico, tenha sempre na sua mochila um lanche preparado por você. Isso economiza dinheiro e, geralmente, é uma opção muito mais saudável.
Monte em casa um mix de castanhas e frutas secas (comprados a granel no mercado, o que sai mais barato). Biscoitos de arroz e barras de cereal também são excelentes opções: são leves, não ocupam espaço e matam a fome entre as refeições principais.
E para beber? O truque que evita pagar caro por uma garrafa de água
Pagar R$ 5 ou mais por uma garrafinha de água várias vezes ao dia é um dos maiores ralos de dinheiro de qualquer viagem. O truque mais simples, econômico e sustentável é carregar uma garrafa reutilizável.
Leve a sua garrafa vazia na mala e encha-a em bebedouros no hotel, aeroportos ou em filtros de água nos locais que visitar. Para incrementar, leve também alguns sachês de chá ou de café solúvel. Com a água quente geralmente disponível nos hotéis, você prepara sua própria bebida quente de graça.
Qual a lista de compras perfeita para montar sua sacola de viagem?
Esta lista de compras é um modelo ideal para uma viagem curta (de 3 a 4 dias), focada em máxima praticidade e economia, garantindo que você tenha sempre uma opção à mão.
O kit de sobrevivência do viajante econômico:
- Base de carboidratos: 1 pacote de pão de forma integral ou de tortillas Rap10.
- Proteínas portáteis: 2 latas pequenas de atum ou 2 sachês de patê.
- Lanches inteligentes: 200g de um mix de castanhas e frutas secas (comprado a granel) e 1 pacote de biscoito de arroz.
- Frutas que aguentam o transporte: 2 maçãs e 2 bananas (para serem consumidas no primeiro dia).
- Kit de hidratação: Sua garrafa reutilizável e 4 sachês de chá ou café solúvel.
- Extras (opcional): Barras de cereal e um pequeno pote com pasta de amendoim.




