O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, encerrou o pregão desta segunda-feira (4) em alta de 0,40%, aos 132.971 pontos, impulsionado pela expectativa do mercado de corte nos juros dos Estados Unidos após dados fracos do mercado de trabalho.
No cenário doméstico, os números do Caged, que apontaram uma criação moderada de empregos de carteira registrada em junho, também pesaram sobre o índice.
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O mercado internacional continua em movimento de recuperação após o payroll divulgado na última semana, com expectativas de que o Federal Reserve (Fed) dê início ao ciclo de cortes de juros na próxima reunião.
Na agenda econômica, destaque para uma série de indicadores industriais na Europa e nos Estados Unidos.
No Brasil, a prisão domiciliar de Bolsonaro gera expectativa nos mercados nesta terça-feira (5). No after market, observou-se uma percepção de risco de que a atuação de Alexandre de Moraes possa comprometer as chances de diálogo sobre a taxação de 50% imposta pelos EUA aos produtos brasileiros.
No setor corporativo, a Embraer, que conseguiu escapar da tarifa adicional de 40% de Trump, divulgou seu balanço antes da abertura, com lucro de R$ 448,9 milhões no segundo trimestre, representando uma queda de 13,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.
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Manchetes desta manhã
- Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro após falas em manifestações (Valor)
- Governistas temem efeitos da prisão de Bolsonaro sobre negociação com os EUA (Folha)
- Presidente da Petrobras diz que debate sobre exploração da Margem Equatorial ‘está beirando o consenso’ (O Globo)
- iFood vai investir mais de R$ 17 bi no Brasil até 2026 e tem ‘cheque em branco’ para aquisições (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa acompanham o movimento de alta de Wall Street, que se posiciona para um corte de juros mais cedo, em meio a resultados corporativos e dados finais de atividade regional.
O PMI de Serviços da Zona do Euro subiu para 51 em julho, de 50,5, mas abaixo do esperado (51,2), sinalizando o maior o crescimento desde março.
Na Ásia, os índices encerraram o pregão desta terça-feira em alta geral acompanhando os futuros de NY e com boa repercussão dos dados de crescimento do PMI na China.
Num cenário de rali por bons resultados, Xangai fechou com alta de 0,96%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou alta de 0,68%; em Tóquio, o Nikkei terminou o dia em alta de 0,74% e a Bolsa da Coreia do Sul valorizou 1,60%.
Em Nova York, os índices futuros avançam com apostas por cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) e resultados corporativos.
Confira os principais índices do mercado:
•S&P 500 Futuro +0,3%
•FTSE 100 +0,4%
• CAC 40 +0,3%
• Nikkei 225 +0,6%
• Hang Seng +0,7%
• Shanghai SE Comp. +1%
• MSCI World +0,1%
• MSCI EM +0,6%
• Bitcoin +0,1% a US$ 114952,69
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Commodities
- Petróleo: recua com aumento da produção da OPEP+ e previsões de demanda prevalecendo sobre oferta da Rússia. O Brent/out cai 1,02%, cotado a US$ 68,06 e o WTI/set recua 1,18%, a US$ 65,51.
- Minério de ferro: fechou em alta de 1,20% em Dalian, na China, cotado a US$ 111,11/ton. Em Singapura, os contratos futuros estão em alta de 0,79%, cotados a US$ 102,30/ton e o mercado à vista avança 0,80%, cotado a US$ 101,85/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, que não vota neste ano, reforçou que vê dois cortes de juros como cenário-base para 2025.
Em meio ao tom otimista com a política monetária nos Estados Unidos, o mercado também segue em cautela com os desdobramentos do tarifaço do presidente Donald Trump na semana em que as alíquotas entram em vigor.
Nesta segunda-feira, Trump disse que aumentará “substancialmente” as tarifas da Índia, com quem já havia anunciado um acordo, porque o país compra e vende petróleo russo.
Em busca de negociação, autoridades da União Europeia (UE) afirmaram que o bloco suspenderá seus dois pacotes de contramedidas às tarifas dos Estados Unidos por seis meses, após estabelecerem um acordo.
Trump também endureceu sua política de imigração. O governo americano lançará, em 20 de agosto, um programa-piloto que poderá obrigar solicitantes de visto de turismo e negócios a pagar cauções de até US$ 15 mil (R$ 82 mil).
Cenário nacional
No Brasil, o cenário político deve se manter no radar no mercado nesta terça-feira, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O mercado vê a decisão com cautela e projeta aumento de risco com uma possível escalada nas tensões comerciais com os Estados Unidos.
Enquanto isso, o governo brasileiro segue buscando medidas para responder às tarifas de 50% impostas por Donald Trump antes do prazo final para negociações, nesta quarta-feira.
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que a Câmara do Comércio Exterior (Camex) aprovou que o Brasil entre com uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as alíquotas.
Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que “alguma coisa pode acontecer” até o dia 6, quando as tarifas entram em vigor.
No setor corporativo, a temporada de balanços do segundo trimestre ganha força nesta terça-feira com resultados de grandes empresas, como Embraer, Eletrobras e Braskem.
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Destaques no mercado corporativo
- Rede de farmácias Pague Menos: divulgou ontem uma receita bruta de R$ 3,97 bilhões e lucro liquido ajustado de R$ 60,2 milhões no segundo trimestre de 2025.
- BB Seguridade: teve lucro gerencial de R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre do ano, alta de 20%, na comparação anual.
- Copasa: reportou lucro líquido de R$ 289 milhões no segundo trimestre, queda de 11% em relação ao mesmo período do ano passado.
- Petrobras: concluiu cessão de 100% da participação nos campos de Cherne e Bagre para a Perenco.
- Prio: teve produção média de 100,8 mil boepd em julho, queda de 7,8% ante junho.











