A União Pet, empresa criada a partir da fusão entre Petz e Cobasi, finalizou na última sexta-feira (2) todas as condições impostas pelos órgãos reguladores e agora será listada na Bolsa de Valores sob o ticker AUAU3, que substitui o antigo PETZ3.
Com o fechamento da operação, a Petz foi incorporada e passou a ser subsidiária integral da União Pet, antiga Cobasi. A reorganização societária resultou na unificação das bases acionárias e na migração dos acionistas da Petz para a nova companhia listada. Confira abaixo as movimentações da nova ação:
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A nova companhia inicia suas operações com uma estrutura de governança reformulada. O conselho de administração será presidido por Sérgio Zimmerman (Petz), enquanto Paulo Urbano Nassar (Cobasi) assume o cargo de diretor-presidente.
Troca de ações AUAU3 e pagamento em dinheiro
Os acionistas da Petz receberam uma parcela em dinheiro de R$ 320,8 milhões, equivalente a R$ 0,7109 por ação. Além disso, cada papel da Petz foi trocado por uma ação ordinária da União Pet, mantendo a relação de troca de um para um.
O pagamento em dinheiro deverá ser concluído até 23 de janeiro de 2026. Com a operação, os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet.
Antes da conclusão da transação, os acionistas da Petz já haviam recebido R$ 130 milhões em dividendos, pagos em novembro de 2024, correspondentes a R$ 0,2883 por ação.
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Reorganização societária elevou capital
A consumação do negócio envolveu uma série de etapas societárias. Entre elas, aumento de capital, incorporação de ações, resgate de ações preferenciais e a posterior incorporação da Cobasi Investimentos pela União Pet.
Com essas operações, o capital social da companhia foi elevado para cerca de R$ 1,7 bilhão, segundo informações divulgadas em fato relevante.
Complexidade concorrencial em fusão entre Petz e Cobasi
Em dezembro, Rodrigo Baraldi, advogado e conselheiro estratégico em M&A, explicou ao Monitor do Mercado, que a trajetória do M&A (fusão e aquisição) entre as companhias revela a complexidade do processo concorrencial no Brasil.
“Ainda que o Cade tenha aprovado a operação com restrições, recursos de terceiros interessados (como a Petlove) levaram o caso ao plenário e poderiam mudar o desfecho. Isso ilustra que a voz de concorrentes menores pode influenciar resultados e moldar remédios restritivos mesmo em mercados amplamente competitivos”, disse.
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Na ocasião, Baraldi acrescentou que a imposição de desinvestimentos e limites a cláusulas de exclusividade demonstra que o Cade está disposto a aceitar fusões que gerem sinergias e escala, desde que existam mecanismos claros para evitar potenciais abusos de poder de mercado.
“É uma abordagem que equilibra incentivo à expansão empresarial com proteção efetiva ao consumidor e à competição local”, explica.



