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Morning Call: Discurso de Trump e reunião com líderes europeus no foco em Davos

Redação Por Redação
21/jan/2026
Em Mercados, Notícias
Morning Call:

Imagem: Divulgação

WhatsappTelegramTwitterFacebookLinkedin

O  Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), desafiou o mau humor do mercado externo e encerrou a sessão desta terça-feira (20) em alta de 0,87%, aos 166.276,90 pontos, renovando o maior nível de fechamento da história.

O avanço ocorreu apesar do recuo das bolsas de Nova York, pressionadas pelo aumento das tensões geopolíticas relacionadas à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela anexação da Groenlândia.

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No mercado, a avaliação é de que o impasse tarifário e geopolítico entre EUA e Europa tem impulsionado o movimento de diversificação global de portfólios. Nesse contexto, os mercados emergentes ganharam protagonismo, com o Brasil entre os principais destinos de capital, favorecido pelo carry trade (estratégia que explora o elevado diferencial de juros do país).

Em destaque no Ibovespa, as ações da Petrobras deram sustentação ao índice com ganhos de 0,85% (ON) e 0,37% (PN), acompanhando a valorização dos contratos futuros do petróleo Brent e WTI no exterior. A Vale também contribuiu para o desempenho positivo, encerrando o dia com valorização de 1,92%.

No setor financeiro, o dia foi de compras consistentes. Bradesco avançou 1,43% (ON) e Santander subiu 2,01% (Units), refletindo o apetite por ações ligadas à economia doméstica.

Entre os destaques positivos do pregão estiveram TIM, que disparou 4,98%, seguida por C&A, com ganho de 4,34%. Na ponta negativa, a CSN liderou as perdas, ao recuar 3,04%.

Já o dólar, encerrou o dia em alta de 0,31% ante o real, negociado a R$ 5,38, apesar da saída de fluxo de ativos americanos, impulsionada pela tensão envolvendo a Groenlândia.

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No cenário internacional, os holofotes permanecem sobre o presidente Donald Trump, com destaque para seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, quando deve mencionar suas intenções em relação à Groenlândia.

Já em Davos, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que a Casa Branca pretende ampliar as tarifas contra países europeus caso haja retaliação, mas disse acreditar que a questão será resolvida em diálogo entre Donald Trump e a presidente da Comissão Europeia.

Nesta terça-feira, Trump intensificou o discurso contra aliados europeus, ameaçando com tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses diante da resistência à anexação da ilha ártica. Ele também declarou que não vai à reunião do G7 nesta quinta-feira (22), em Paris.

Como reação, o fundo de pensão dinamarquês Akademiker Pension informou que venderá cerca de US$ 100 milhões em títulos do Tesouro americano até o fim do mês, citando preocupações fiscais, segundo informações da Reuters.

Na agenda, destaque ainda para o julgamento caso da diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, pela Suprema Corte, colocando à prova a independência do Fed, enquanto a escolha de Trump para substituir Powell pode ser revelada na próxima semana, segundo Scott Bessent.

No Brasil, repercute a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a integrar o chamado Conselho da Paz, mas ainda não decidiu se aceitará o convite. Segundo o Valor, o presidente avalia os termos do documento proposto por Donald Trump para não comprometer a neutralidade diplomática.

No cenário econômico, um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu um alerta sobre a condução das contas públicas. A área técnica do tribunal propôs prazos que variam de 30 a 180 dias para que ministérios, órgãos de controle e estatais corrijam gastos e financiamentos realizados fora do Orçamento e das regras fiscais.

O documento reúne determinações e advertências para frear a execução de despesas à margem do Orçamento, prática que, na avaliação dos técnicos, compromete a transparência e abala a credibilidade da política fiscal brasileira.

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Manchetes desta manhã

  • BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, do grupo Master (Valor)
  • Parlamento Europeu aprova revisão jurídica do acordo UE-Mercosul (Folha)
  • Trump discursa em Davos nesta quarta-feira em meio a conflitos diplomáticos com líderes europeus (Estadão)
  • Motta indica aliado para organizar emendas na Câmara após servidora ser alvo da PF (O Globo)
  • FGC discute aporte de R$ 30 bilhões para recompor caixa após Master (Valor)

Mercado global na expectativa pelo discurso de Trump em Davos

As Bolsas da Europa estendem as perdas pela quarta sessão seguida, ainda que o ritmo de vendas tenha perdido força. O mercado segue pressionado pelo risco de uma nova guerra comercial entre Europa e EUA com as tensões em torno da Groenlândia.

No campo corporativo, Rio Tinto dispara 5,26% após superar as expectativas para a produção trimestral de minério de ferro e cobre.

Na Ásia, os índices fecharam sem direção única em meio à expectativa pelo discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Os investidores acompanham de perto as declarações sobre a Groenlândia e a reação firme de líderes europeus ao tema.

Na China, o índice Xangai subiu 0,08% e Shenzhen, 0,709%, enquanto em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,37%.

Já no Japão, o Nikkei 500 perdeu 0,47% com a questão interna após a primeira-ministra ter convocado para o dia 8 de fevereiro eleições antecipadas no país.

Em Nova York, os índices futuros avançam em movimento de recuperação após as quedas da véspera, enquanto o mercado acompanha o Fórum Econômico Mundial em Davos.

O foco está no discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, e nas reuniões com líderes europeus, com destaque para a discussão sobre a Groenlândia.

Confira os principais índices do mercado:

• S&P 500 Futuro: +0,16%
• FTSE 100: -0,23%
• CAC 40: 0,25%
• Nikkei 225: -0,47%
• Hang Seng: +0,37%
• Shanghai SE Comp: +0,08%
• Ouro: +2,16%, a US$ 4.862,6
• Índice do dólar (DXY): +0,05%, aos 98,69 pontos
• Bitcoin: -2,13%, a US$ 89.310,7

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Commodities

  • Petróleo: os preços recuam diante da expectativa de aumento dos estoques, que supera os impactos da paralisação de campos no Cazaquistão e das tensões geopolíticas.

    Analistas projetam alta média de 1,7 milhão de barris nos estoques na semana até 16 de janeiro, enquanto a interrupção da produção no país pode se estender por mais sete a dez dias.

    O Brent/março recua 0,82%, negociado a US$ 64,39 e o WTI/março cai 0,80%, a US$ 59,88.

  • Minério de ferro: fechou em queda de 0,32% em Dalian, na China, cotado a US$ 112,53/ton.

    Em Singapura, os contratos futuros caem 0,96%, cotados a US$ 103,20/ton e o mercado à vista cede 0,38%, cotado a US$ 105,40/ton.

Cenário internacional atento às falas de Trump em Davos

Nos EUA, o mercado global inicia esta quarta-feira com atenção redobrada ao discurso do presidente Donald Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, previsto para as 10h30 (horário de Brasília).

A tensão aumentou depois de Trump afirmar, na véspera, que pode impor tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses. A declaração veio após a sinalização de que o presidente da França, Emmanuel Macron, poderia recusar um assento no chamado “Conselho da Paz”, proposta apresentada por Trump para discutir a crise em Gaza.

No campo geopolítico, o governo americano também indicou a intenção de reduzir o número de funcionários alocados em centros de comando da Otan, movimento que elevou as dúvidas do mercado sobre o grau de comprometimento dos EUA com a aliança militar.

No setor corporativo, a temporada de balanços segue no radar. Após a divulgação dos resultados da Netflix, que reportou lucro de US$ 2,42 bilhões no quarto trimestre, o mercado aguarda hoje os números de empresas como Charles Schwab e Johnson & Johnson.

Na Europa, o destaque da agenda foi a inflação do Reino Unido. O índice de preços ao consumidor acelerou para 3,4% em dezembro, acima dos 3,2% de novembro e ligeiramente acima das expectativas do mercado.

Cenário nacional

No Brasil, a agenda econômica é mais enxuta, com a divulgação do fluxo cambial semanal e do Monitor do PIB, indicador calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No noticiário corporativo e regulatório, o Banco Central decretou a liquidação da Will Financeira, instituição que operava sob o guarda-chuva do Banco Master. A medida foi tomada após o agravamento da situação financeira da empresa, caracterizada por insolvência, além do vínculo de interesse decorrente do exercício do poder de controle pelo Banco Master S.A.

De acordo com a jornalista Miriam Leitão, da Globo, a liquidação já era esperada pelo mercado e pode elevar para cerca de R$ 50 bilhões o custo potencial para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O Will Bank já havia sido colocado sob regime de administração especial durante o processo de liquidação do Banco Master.

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Destaques do mercado corporativo

  • BRB: anunciou mudanças na diretoria executiva e informou que a Mastercard Brasil passou a deter 6,93% do capital social.
  • Sabesp: confirmou avanços no processo de transferência do controle da Emae, ainda sujeito a etapas contratuais.
  • Minerva: o conselho aprovou a homologação de aumento de capital decorrente do exercício de bônus de subscrição.
  • Multiplan: informou ataque cibernético ao aplicativo Multi, com vazamento limitado de dados de clientes.
  • Yduqs: é apontada entre as mais expostas negativamente aos resultados do Enamed.

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