O Ibovespa renovou máximas e registrou a melhor alta semanal desde abril de 2020, em um movimento associado principalmente à entrada de capital estrangeiro. Na última semana, o principal índice da B3 avançou mais de 8%, aproximando-se dos 180 mil pontos e se descolando de índices globais.
A leitura é de Marco Morelli, da Wiser | BTG Pactual, no novo episódio do podcast Perspectivas da Semana. Segundo o analista, a Bolsa brasileira tem se beneficiado de um movimento global de realocação de liquidez, que favorece mercados emergentes com maior profundidade e volume de negociações.
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De acordo com a análise, o avanço da Bolsa brasileira ocorre em um contexto em que o mercado acionário dos Estados Unidos opera de forma mais lateralizada. Enquanto isso, ativos de países emergentes têm atraído recursos em busca de alternativas de retorno em um cenário de possível flexibilização monetária global.
O fluxo estrangeiro para a B3 já soma cerca de R$ 15,8 bilhões no acumulado do ano, o que ajuda a explicar o desempenho do índice. Esse movimento não é exclusivo do Brasil e também aparece em outras bolsas da América Latina, que vêm registrando ganhos relevantes no início do ano.
Confira a análise na íntegra abaixo:
Super quarta e dólar no radar do Ibovespa
Morelli destaca que existe a expectativa de manutenção dos juros nos Estados Unidos na primeira “super quarta” (28) de 2026, mas com possibilidade de cortes mais adiante.
Esse cenário tende a reduzir a atratividade relativa de ativos considerados mais seguros, como títulos do Tesouro americano, abrindo espaço para maior alocação em mercados emergentes.
O dólar mais fraco no cenário global também aparece como um fator relevante. Parte dessa dinâmica está ligada à composição do índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a outras divisas, incluindo o iene japonês.
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Impactos para o Brasil
No caso brasileiro, o ambiente externo mais favorável pode ter reflexos adicionais. Um crescimento global mais robusto tende a elevar a demanda por commodities, o que beneficia a balança comercial do país e pode reduzir a necessidade de financiamento do setor público.
Segundo a análise apresentada, esse conjunto de fatores ajuda a explicar o desempenho recente da Bolsa brasileira e indica que o movimento está associado a tendências globais de liquidez, e não apenas a fatores domésticos.
Agenda econômica
A semana conta com uma agenda carregada de indicadores econômicos no Brasil e no exterior. Entre os destaques estão dados de transações correntes e investimento estrangeiro direto, que fazem parte do balanço de pagamentos e ajudam a medir a entrada e saída de dólares do país.
No cenário internacional, investidores acompanham indicadores de inflação e atividade no Japão, além de dados de confiança do consumidor nos Estados Unidos e discursos de autoridades.
O Japão ganha atenção adicional diante das discussões sobre possíveis ajustes em sua política monetária, o que pode influenciar o câmbio global.







